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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Até que em fim: Governo do estado esta montando plano para revitalização do Vale dos Dinossauros em Sousa.


O Governo do Estado está montando plano de revitalização do Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, considerando sua importância como patrimônio cultural da humanidade.

Nesse sentido, informou que a obra está orçada em cerca de R$ 660 mil reais, compreendendo a recuperação do museu, passarelas, casa da sede e quiosques.

O Vale dos Dinossauros, localizado no sítio Passagens das Pedras, município de Sousa, merece, não apenas o reconhecimento, mas, também a dedicação da ação estatal na preservação e consolidação do sítio paleontológico, dada a sua importância para a Paraíba.

Valor específico do orçamento: R$ 659.309,85.


Repóter 97 com ASCOM da Casa Civil

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Prefeito Fábio Tyrone vai a Câmara Municipal de Sousa discutir o turismo da cidade.


Na sessão realizada na tarde de ontem sexta-feira (07/10) na Câmara de Vereadores de Sousa foram discutidas as possibilidades turísticas do município, e como fazer a cidade avançar se utilizando de suas reservas naturais.


O Prefeito de Sousa Fábio Tyrone destacou a potencialidade turística que Sousa dispõe.


“A cidade tem o Vale dos Dinossauros, o Perímetro irrigado de São Gonçalo, que com a “Rodovia da Produção”, poderá ganhar hotéis fazendas, para atender aos turistas”. Declarou.


O Prefeito ainda lembrou que a cidade conta hoje com uma rede hoteleira e de restaurantes que não fica atrás de outros lugares que sabem explorar melhor o turismo.


“Outras cidades sabem melhor explorar e divulgar suas potencialidades turísticas. Nós ainda temos muito para avançar, e precisamos estar unidos, poder público e sociedade, para trazermos os turistas para Sousa, não só para conhecer o nosso vale, mas também para ficarem aqui e aproveitar todas as coisas boas que temos a oferecer”. Ressaltou.


Um outro problema também discutido foi a situação que o Vale dos Dinossauros se encontra atualmente, com sérios problemas de infraestrutura, danos causados às pegadas pré-históricas pelas chuvas, e a falta de investimentos na recuperação do parque e que também foram abordados na seção.


O Vale dos Dinossauros é administrado pela SUDEMA, que anunciou um investimento emergencial de cerca de R$ 700 mil reais até o final do ano, e início do próximo.


Fonte: Portal950

sábado, 8 de outubro de 2011

Exclusivo: Encontradas pequenas pegadas de dinossauros na Bacia do Rio do Peixe



Luiz Carlos da Silva Gomes

Desde muito tempo atrás os agricultores da Bacia do Rio do Peixe usam lâminas de rochas sedimentares para a construção de cercas, de moradias rurais e os mais diversos usos afins porque fornecem cortes perfeitamente cretos e planos.

Com os pedaços de rochas sedimentares cortados, vão juntos desde pegadas de dinossauros a outras ocorrências da paleontologia que no desconhecimento dos sertanejos nem sabem distinguir o que seja ou pegada ou uma depressão geológica erosiva na rocha cretácea.

“Já há alguns dias passados percorrendo roças encontrei ao pé de cercas pedaços de rochas contendo pequenas pegadas de dinossauros”.

“Num pedaço de rocha há uma pequena trilha com três pegadas em linha reta. Já em outro duas
pegadas preenchidas por sedimentos, seguindo em sentidos opostos, muito interessantes e por que não dizer: inéditas”. “Antes, havia encontrado pegadas idênticas as que achei em pedras soltas ao pé de cercas nos sítios Juazeiri nho e Araçás, no município de São João do Rio do Peixe - PB” (fotos).



No passado o paleontólogo Giuseppe Leonardi catalogou inúmeras pegadas de dinossauros que existiam em cercas de pedra no sitio Cabra Assada, no município de São João do Rio do Peixe. Com a construção da BR-405/PB essas cercas foram totalmente destruídas porque estavam no leito da nova rodovia.

Vale destacar que essas preciosidades da paleontologia que se encontra em tais condições, ou seja, passíveis a destruição, fornecem preciosas informações de interesse científico, carecem, entretanto de serem levadas para museus preferencialmente localizados na Bacia do Rio do Peixe, com a indicação dos locais onde foram encontradas para a admiração do público em geral e futuras pesquisas sobre o Vale dos Dinossauro.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Talentos da Paraíba: o entrevistado desta semana é Berg Almeida

O sousense e artista plástico Berg Almeida foi entrevistado no programa JPB 1, da Tv Paraíba, o quadro homenageia o artista plástico que tem obras espalhadas pelo sertão do Estado.

Assista ao vídeo da entrevista nessa link abaixo:

http://g1.globo.com/videos/paraiba/v/talentos-da-paraiba-o-entrevistado-desta-semana-e-berg-almeida/1632251/#/Bom

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vale dos Dinossauros è Destaque no site UOL






Siga pegadas pré-históricas no Vale dos Dinossauros em Sousa, no sertão da Paraíba


Diz a tradição local que em 1897 um velho tropeiro viajante chegou em casa com a notícia de que havia encontrado imensos rastros de bois e emas sobre pedras do sertão, no extremo oeste da Paraíba.


Os boatos correram e já se dizia que eram marcas deixadas por um lobisomem ou alguma alma que vagara por aquelas terras distantes. Mas aqueles misteriosos sinais tinham pouco de sobrenatural e eram pistas do plano terreno mesmo: pegadas de dinossauros, cuja veracidade seria confirmada pelo geólogo Luciano Jacques de Moraes, em 1924.


A história ficou submersa, literalmente, por alguns anos devido à falta de interesse local ou de estudos paleontológicos sérios até que o século seguinte fosse marcado por descobertas que colocariam o local entre os sítios paleontológicos mais importantes do planeta.


Localizado em Sousa, a 444 km de João Pessoa, a capital da Paraíba, o Vale dos Dinossauros possui 40 hectares de extensão e abriga pegadas pré-históricas sedimentadas no solo como as do iguanodonte herbívoro, um animal de 3 metros e que chegava a pesar 4 toneladas, e de ferozes carnívoros como o velociraptor ou o pterossauro.


Os nomes complexos, acompanhados de descrições detalhadas sobre o cotidiano daqueles seres dadas pelo guia, nem sempre empolgam, mas ver de perto rastros de, aproximadamente, 110 milhões de anos pode ser uma das experiências mais inusitadas do interior do Nordeste brasileiro, mesmo após uma viagem de quase seis horas por uma das regiões mais quentes daquele estado e a estrutura precária do parque que, segundo funcionários locais, deve ser melhorada com a parceria de uma empresa privada.


O local, que faz parte de uma grande área de 700 km², conta com três passarelas para observação de pegadas e de 13 placas no solo que, juntas, totalizam 130 milhões de anos de informações geológicas; um pequeno centro de visitantes com um acervo formado por peças como uma árvore fossilizada de 110 milhões de anos e recortes de pedras com outros tipos de pegadas animais.


A região parece mesmo ter talento para os temas misteriosos e abriga também um hotel tradicional cujas águas locais possuem poderes terapêuticos. Inaugurado no início da década de 40, o estabelecimento se localiza na zona rural de São João do Rio do Peixe e é conhecido pelas cinco fontes termais e pela argila medicinal utilizada em tratamentos de doenças de pele ou de beleza.


Segundo estudos feitos ainda na década de 30 do século passado, aquelas águas têm origem filoniana e atingem a superfície a partir de uma fenda geológica que seria resultado de antigas manifestações vulcânicas.


Para completar o clima histórico desse estabelecimento, cuja administração está sob os cuidados do governo paraibano desde 1964, a estância termal está construída na mesma região onde um dia funcionara a fazenda das freiras do Convento da Glória, doada por padres jesuítas e inspiração suficiente para que o hotel tivesse evidentes referências a aquele tipo de construção religiosa.


Em território tão árido e distante, o melhor programa ainda é ver rastros de dinossauros e tomar banhos em águas cujas temperaturas variam, naturalmente, entre 35o e 37o. Nem a imaginação fértil daquela gente do final do século 19 foi capaz de imaginar tantas boas e misteriosas histórias para aquelas terras.



Veja fotos no endereço:

http://viagem.uol.com.br/ultnot/2011/07/26/na-pegada-dos-dinossauros-do-sertao-do-extremo-oeste-da-paraiba.jhtm

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dinossauros estrelam exposição no Museu de História Natural de Los Angeles

Os dinossauros trocarão Hollywood pelo Museu de História Natural de Los Angeles (NHM), a partir do próximo sábado (16), com a inauguração de uma das maiores exposições do mundo sobre esses animais pré-históricos. Veja mais em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/942371-dinossauros-estrelam-exposicao-no-museu-de-historia-natural-de-los-angeles.shtml

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Descobertas micro-conchas com mais de 110 milhões de anos no Vale dos Dinossauros em Sousa

Habituado a ver rochas com suas cores características das Formações Antenor Navarro, Sousa e Piranhas, para mim foi uma novidade ver rochas de arenitos finos esbranquiçados retirados de escavações para a construção do trecho da rodovia BR-405/PB ligando São João do Rio do Peixe a Marizópolis.

Fascinado como sou em pesquisa de novos achados na área de paleontologia no Vale dos Dinossauros, tão logo vi os blocos de rochas serem depositados a margem da estrada, senti-me atraído para buscar algo que pudesse conte
r naquelas rochas muita parecidas com as da Bacia do Araripe.

O tempo passou, a estrada foi concluída e finalmente fui verificar aquelas de pe
rto. Para a minha surpresa encontrei em dois blocos de rochas distintos milhares micro-conchas bivalves (fotos). E num outro bloco isolado, uma pegada de dinossauro terópode quebrada ao meio (lamentável).

Outrora eu já havia encontrado dessas mesmas conchas no Serrote dos Letreiros, numa área bem restrita, coincidentemente, em arenito fino da formação Antenor Navarro.

Estes blocos de arenitos esbranquiçados aqui referidos estão próximos ou senão dentro da Formação Piranhas devido a sua proximidade com o Sitio Cabra Assada.

Estas ocorrências de micro-conchas bivalves, sem dúvida deverão ser preservadas para futuras pesquisas, mas, entretanto, soube de morador da localidade que os blocos de pedra estão sendo quebrados para utilização na construção civil.

Será que tem como transportar pa
ra a área do Complexo Turístico Vale dos Dinossauros as rochas que contém micro-conchas bivalves?

Permanecendo no local poderão ser destruídas igualmente aconteceu com as cercas de pedras do sitio “Cabra Assada” onde o paleontólogo Giuseppe Leonardi catalogou inúmeras pegadas de dinossauros, mas foram destruídas durante a construção da BR-405/PB.

VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:


FOLHADOSERTAO com Luiz Carlos da Silva Gomes

















quinta-feira, 16 de junho de 2011

Descobertas novas pegadas de Dinossauros em cidade Sertaneja. Veja fotos!

Embora a descoberta de novas pegadas possa ser considerada difícil na atualidade dado que todos os lugares já foram praticamente explorados no passado, ocorre, entretanto que com um pouco de sorte novas áreas podem apresentar estas ocorrências devido ao processo de erosão nas rochas cretáceas em lugares localizados nos leitos dos rios.

No sitio Araçás, por exemplo, enquanto as cheias do Rio do Peixe já ocasionaram a destruição de outras pegadas, novas camadas de rochas sedimentares vêm à luz e assim, surgem novas pegadas de dinossauros e outras ocorrências da paleontologia.


Sabemos, entretanto que as novas pegadas poderão sofrer o mesmo processo de erosão vindo a ser destruídas pela natureza. É claro que a única alternativa de salvá-las da destruição é o processo de corte das rochas onde estão impressas e posteriormente levadas para o museu. Antes, porém de ser adotada tal providencia precisa de autorização do Ministério Publico Federal e ainda, que o trabalho seja realizado por profissional especializado, terá que ser com o acompanhamento de paleontólogo.


As novas pegadas estão no sitio Araçás no município de São João do Rio do Peixe, sertão da Paraíba.


VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:



Luiz Carlos da Silva Gomes

domingo, 12 de junho de 2011

TAC do Vale dos Dinossauros


Há 2 anos, o Ministério Público Federal (Procuradoria de Sousa) firmava o TAC Termo de Ajustamento de Conduta para com os envolvidos na conservação e manutenção do Complexo Turístico Vale dos Dinossauros. São eles: IPHAN, IBAMA, DNPM, SUDEMA e o Município de Sousa.
Faça um paralelo das obrigações individuais de cada Órgão com o atual estado do Vale. Havia prazo de até 90 dias para que cada Órgão Público cumprisse com o termo. Pelo visto, nada saiu do papel. Leia agora o documento original e vamos cobrar de cada um deles. Vamos exercer nosso direito de cidadão.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Marcondes Gadelha participa do prog. Bastidores da Tv Master do Pe Albeni que leu uma pergunta do telespectador do Grupo G.A.S - Grupo Amigos de Sousa

No programa Bastidores da Tv Master do último dia 5, com o entrevistado Macondes Gadelha, o padre Albeni leu uma pergunta via torpedo de um telespectador do Grupo Amigos de Sousa – www.soudoidoporsousa.blogspot.com

A Pergunta foi a seguinte:


- “ Pergunte a Marcondes se a verba pro Vale dos Dinossauros sai ou não sai.”


A resposta foi: - “A verba dos Dinossauros já saiu! Não foi aplicada infelizmente até agora!”


Veja o vídeo e tire suas conclusões: Onde está esse dinheiro? R$ 1.800.000,00 é muito dinheiro pra não saberem do paradeiro. Marcondes fez a parte dele em mandar a verba para o Governo Estadual (Secretaria de Turismo), resta apenas rastrear esse dinheiro a partir do número da Emenda. Com certeza o nosso “eterno senador” sousense irá nos mostrar o “caminho das águas” para que possamos chegar ao paradeiro final da verba pro Vale que tanto necessita de ajuda. Será que a verba se encontra ainda depositada em Banco? Terá essa verba voltada à origem por falta de algum detalhe no projeto ou simplesmente ela se “escafedeu” nos trâmites burocráticos/políticos? Com a palavra o dr. Marcondes, o Governo do Estado ou o Ministério Público Federal.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Criação do Geoparque Vale dos Dinossauros. Luiz Carlos Comenta esse sonho em Sousa

O Vale dos Dinossauros no que pese a fama de reconhecimento mundial a partir das publicações do paleontólogo Giuseppe Leonardi, salvo uma sugestão ou outra de publicações para ser visitado, não tem aparecido na mídia como um lugar que esteja apto no momento para receber turistas seja do Brasil ou do exterior. Não preciso repetir aqui o péssimo estado de conservação de suas instalações de infra-estrutura turística que já são do conhecimento público.

O nosso Vale dos Dinossauros que poderia – e ainda deverá ser – um grande gerador de emprego e rendas para os diversos segmentos da economia sousense tem recebido até aqui pouca ou nenhuma atenção a altura de suas necessidades enquanto santuário da paleontologia brasileira. Ora são pegadas que se desmancham pela erosão, ora sob estradas que passam sobre pegadas.


Enfim, onde estão as políticas de preservação dos nossos sítios arqueológicos?


Aliando-se a esse descaso, gerenciamento sem os conhecimentos mínimos necessários tem contribuído para chegar ao caos em que se encontra a nossa principal atração turística.


Espera-se, que após a aplicação dos valores que já foram anunciados oriundos de emenda do deputado federal Marcondes Gadelha e da Petrobrás, possa enfim, serem construídas as obras estruturais destinadas ao ecoturismo satisfazendo-se ainda todas as carências atualmente existentes.


GEOPARQUE

O Vale dos Dinossauros, já por si, por suas relíquias paleontológicas já tem todas as condições indispensáveis para ser proposta a criação de um Geoparque a UNESCO seja por lei municipal ou estadual. Passará assim após a aprovação da UNESCO a integrar uma rede mundial de Geoparques.

Além das pegadas dos dinossauros, existem no sertão da Paraíba diversos sítios arqueológicos com evidencias da presença humana há milhares de anos antes da chegada da Cabral.


Na Serra Branca (Vieirópolis-Pb) o arqueólogo Eugenio Pacelli fez uma datação com o Carbono 14 de fogueira em uma caverna com pinturas rupestres datada de 7.600 anos atrás.


Adicionalmente, um Geoparque deve servir à popularização das geociências, educação ambiental e cultural e promoção da pesquisa científica. “Por fim, cabe destacar que essas são as premissas para um proposto Geoparque submeter-se à candidatura de Geopark da UNESCO”.


O Vale dos Dinossauros ainda será sem dúvida, uma das maiores atrações turísticas do Brasil, paralelamente servindo a pesquisa arqueológica.


Luiz Carlos da Silva Gomes
Presidente da MoviSauro

Fonte: site http://folhadosertao.com.br/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Documentário sobre o Vale dos Dinossauros participa de Mostra Internacional em São Paulo




O documentário “O Velho do Rio” que narra à história de Robson Araújo Marques na sua luta diária, no leito do Rio do Peixe, na preservação e divulgação dos rastos pré-históricos de dinossauros, foi selecionado para representar a Paraíba na I Mostra Audiovisual Internacional em Arqueologia – MAIA, promovida pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, em São Paulo.

O curta metragem de 20min tem como diretor o vídeoasta e documentarista, natural da cidade de Aparecida-PB e hoje residindo na cidade de Sousa-PB, Leonardo Alves. O documentário foi gravado no Vale dos Dinossauros em Sousa. Recentemente o filme participou do Festival ArtDeco de Cinema, também realizado na capital paulista, onde, na oportunidade, foi indicado pelo júri popular do festival ao Prêmio Incentivo a Produção Documental Brasileira.


De acordo com os organizadores, a MAIA, em sua primeira edição, acontece no contexto da II Semana de Arqueologia, realizada no mesmo período, uma importante iniciativa conjunta de alunos de pós-graduação em arqueologia da USP. A Mostra abre a tela do CINUSP à exibição de produções audiovisuais de diversas experiências em arqueologia no Mundo. As sessões serão acompanhadas por debates com a presença de arqueólogos, documentaristas, produtores audiovisuais e educadores, constituindo-se um novo canal de diálogo e troca entre experiências no universo da arqueologia, aproximando-a do publico.


Segundo o diretor Leonardo Alves, a Mostra não é competitiva, mas sim um evento aberto à difusão de produções audiovisuais relacionadas à arqueologia, em sua amplitude de estudo e atuação e é espaço extremamente importante para divulgação nosso Parque Vale dos Dinossauros para arqueólogos de várias partes do Mundo presentes ao evento.


I MAIA será realizada no período de 30 de maio de 2011 a 03 de Junho de 2011. O documentário o Velho do Rio será exibido no dia 02 de junho, ás 19hs, no CINUSP da Universidade de São Paulo.


VEJA O VÍDEO ABAIXO:

Leonardo Alves com Oberadeiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Chuvas cobrem parte de trilha de pegadas de dinossauros em Complexo Turístico na cidade de Sousa

As chuvas que caíram no sertão da Paraíba nas últimas semanas encobriram parte das pegadas de dinossauro no Complexo Turístico do Vale dos Dinossauros no município de Sousa, localizado as margens da Rodovia José de Paiva Gadelha que liga Sousa a cidade de Uiraúna.

Robson Marques, considerado o “protetor do Vale”, que trabalha há mais de trinta anos no local de forma voluntária, disse que no início do ano, águas do Rio do Peixe chegaram a cobrir totalmente a principal trilha de pegadas, mas com a construção de uma barragem o prejuízo foi minimizado.


“Na primeira enchente cobriu, mas acontece que a barragem do canal de alívio foi feita e agora não há mais problemas de erosão nas pegadas. Ainda tem uma parte que está submersa, toda vida vai ser assim, porque acaba sobrando alguma água da barragem, mas não total como era antigamente”, declarou.


Marques também revelou que conversou com o Governador Ricardo Coutinho (PSB) na sua última agenda na cidade de Sousa e o chefe do executivo comprometeu-se em melhorar as condições do patrimônio histórico de Sousa.


“Ele me falou que ira ajeitar o Vale dos Dinossauros. Espero que nosso governo a coisa ande para frente. O Dr. Walter Aguiar veio aqui e vamos enfrentar essa luta ao lado do Governador”, disse.


Robson Marques disse que o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros enfrenta sérios problemas com o descaso dos registrado nos últimos anos. Ele afirmou que as passarelas construídas para turistas estão em estado deplorável e a estrutura que cercava do vale foi destruída.


“A gente chama o IBAMA, a polícia já veio aqui, mas não tem jeito. A cerca está toda aberta, toda quebrada. Então o que ocorre estamos substituindo as tábuas por pedaços de zinco para ver se nenhum turista quebra uma perna, já evitando”, afirmou.


Marques revelou também que a administração do Vale na gestão passada recebeu uma ajuda de custo de cinco mil reais, mas pouco foi feito para melhorar a situação do Museu Paleontológico existente no local.


“Aqui não foi recuperado quase nada. Colocaram uns vidros novos, botaram alguns pedaços de tábua. Acho que foi uma verba de cinco mil reais e esse dinheiro desapareceu, ninguém sabe para onde. Colocaram pedaços de tábua para reforçar janelas, tudo por esses cinco mil reais”, lamentou.


@george_wagner

Do Blog de George Wagner

domingo, 1 de maio de 2011

Transcrição do Editorial do JPB de 27.01.2011 (Em tempo!)

É lastimável o que acontece ao Vale dos Dinossauros, nome que populariza um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo. Estivessem em algum ponto ermo da Europa ou Estados Unidos, os rastros que répteis enormes imprimiram há mais de 100 milhões de anos no leito petrificado do Rio do Peixe estariam a pleno serviço da pesquisa científica e do turismo, com suas oportunidades de emprego e renda.
Ocorre que essas pegadas jazem no sertão paraibano, onde se fazem até mais necessárias, em vista das aplicações aqui aludidas. Uma das trilhas é catalogada entre as mais extensas do planeta, sem que isso desperte as atenções daqueles pelos quais deveriam ser preservadas e dispostas ao alcance de visitantes.
Desprezar o Vale dos Dinossauros significa trair os melhores interesses de um povo pobre, sofrido e cada vez mais desesperançado tanto da competência administrativa quanto da boa fé daqueles que lhe pedem o voto, em épocas como essa que agora se aproxima.
Antes que o século 19 terminasse, já um agricultor de Sousa proclamava aos quatro ventos a descoberta de algum tipo gigantesco de ema. Por volta de 1924, a notícia chegava ao conhecimento de Luciano Jacques de Morais, um engenheiro de minas a serviço do antigo DNOCS.
Conta-se que foi dele a iniciativa de remeter moldes dessas pegadas para paleontólogos norte-americanos, todavia, sem qualquer resposta. Ainda na década de 1920, o europeu Fredricke Von Ruene confirmava a origem pré-histórica daquilo que ficava à mostra no rio, nos períodos de seca.
Contudo, a fama internacional do sítio fez-se com o paleontólogo Giuseppe Leonardi, de origem italiana. Para o desenvolvimento de suas pesquisas ele não se cansou de bancar, do próprio bolso, o custo de sucessivas viagens a Sousa. Assinale-se que teve a companhia invariável do sousense Robson Marques, uma espécie de guardião do parque. Vem a ser este último bisneto daquele que em 1897, sem medo do ridículo, chamava a atenção de todos para as "emas gigantes".
É penoso observar que as ações mais efetivas contra a perda de tão importante patrimônio decorrem, ao longo dos anos, do esforço pessoal, quase isolado, de uns poucos e admiráveis seres humanos abnegados e renitentes.
Diga-se que a providência oficial, historicamente escassa, torna-se cada vez necessária diante dos estragos que o avanço do tempo ocasiona às trilhas ainda sujeitas aos rumores do rio, que as encobre em dias de cheia. Assinale-se, ainda, que não basta culpar a Prefeitura pelo indecoroso abandono. Os governos federal e estadual são, igualmente, parceiros da mesma relapsia. Até quando?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Vale dos Dinossauros e a Carta de Sousa

A história da descoberta das pegadas de dinossauros em Sousa e região todos conhecem. Não é sobre isso que comentarei. Não é interessante reprisá-la aqui.

Tratarei sobre aspectos legais da criação do parque, e sobre a primeira reunião proveitosa para tratar do assunto. E também sobre o projeto de lei do ex-deputado Marcondes Gadelha que foi arquivado na Câmara dos Deputados.

Em 20 de dezembro de 1992, por intermédio do Decreto Estadual nº 14.833 do governo da Paraíba, o vale dos sauros na área de Sousa e região fora tombado, e consequentemente denominado como “Monumento Natural Vale dos Dinossauros”. Por esse ato normativo foi desapropriada uma área de quarenta hectares do sítio Passagens das Pedras, com o objetivo de construir-se de um canal de seiscentos e vinte e um metros para aliviar a vazão do rio do Peixe, sem alterar as características originais do rio e ecossistemas associados, a proteção de pegadas contra a ação erosiva e também represamento d`água.

Posteriormente, em 27 de dezembro de 2002 foi editado o Decreto Estadual nº 23.832 do governo da Paraíba, onde a área do vale dos dinossauros foi considerada como extensão de conservação.

Em 09 de junho de 1999, o dep. Marcondes Gadelha apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.122, criando nos municípios de Sousa e São João do Rio do Peixe, o “Parque Nacional do Vale dos Dinossauros”, cuja proposição foi arquivada em 25 de maio de 2001, nos termos do art. 58, § 4º do Regimento Interno da Câmara. O dep. Gadelha até que tentou desarquivar a propositura. Infelizmente a Mesa da Câmara Federal negou o pedido, em 23 de março de 2007, conforme publicação no Diário da Câmara dos Deputados, pág. 12754, edição de 28 de março de 2007. Então, esqueça – querido leitor - que o Vale dos Dinossauros é um parque nacional.

Por enquanto, o sítio paleontológico tem que se cuidado e preservado pelo estado da Paraíba (SUDEMA), a teor da Lei Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000, nada impedindo que existam convênios e parcerias com órgãos públicos e privados na direção da conservação e proteção do vale, uma das sete maravilhas da Paraíba.

Em 1987, o deputado Antonio Mariz fez discurso na tribuna da Câmara dos Deputados onde explicou sobre a importância do vale dos dinossauros para Sousa, e registrou além de sua participação (pessoal) na importante reunião, anunciou ao Brasil a “Carta de Sousa” que ajudou consideravelmente a consolidar o sítio paleontológico.

Veja na íntegra o que o ocorreu no então Campus VI da UFPB em 1987:


CARTA DE SOUSA

O Governo da Paraíba, a Universidade Federal da Paraíba, o Ministério da Educação, as Prefeituras de Sousa e Antenor Navarro, e a Fundação Giuseppe Leonardi de Estudos Paleontológicos, através de seus representantes, signatários deste documento, em reunião realizada no Campus VI da UFPB, no dia 27 de julho de 1987, com o objetivo de consolidar a implantação do projeto “Parque Vale dos Dinossauros”, decidiram assumir os compromissos que seguem:

1) Compete a UFPB:

a) contratar, através de concurso público, na forma regimental, um professor de Paleontologia para a coordenação científica do projeto;
b) assegurar instalações físicas e equipamentos para a sede onde funcionará a coordenação do projeto;
c) participar com dois representantes, a saber, professor Inaldo Leitão, diretor do Campus VI, e professor Vicente de Madeira, pró-reitor de pós-graduação e pesquisa do grupo de trabalho criado pelo secretário de Cultura, Esportes e Turismo do estado, e pelo reitor da Universidade Federal, para coordenação geral do projeto;
d) prestar apoio técnico para gestão dos recursos financeiros alocados pelo ministério da Educação e outros órgãos públicos;
e) celebrar termo de comodato com o CNPq para recebimento e guarda do acervo do parque.

2) Compete ao ministério da Educação:

a) participar do grupo de trabalho de que trata a letra c item l, tendo como representante Manoel Marcos Maciel Formiga, secretário-geral adjunto do MEC;
b) assegurar os recursos necessários para a implantação do primeiro e segundo módulos do projeto;
3) Compete ao governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo:
a) desapropriar as áreas indicadas no projeto;
b) participar do grupo de trabalho de que trata a letra c do item I, tendo como representantes Gean da Silva Freire, coordenador de planejamento, e Maria Aparecida Nóbrega, coordenadora de turismo;
c) encarregar-se da promoção turística do Parque;
d) conjuntamente com as prefeituras envolvidas, garantir o acesso viário de áreas indicadas no projeto.

4) Compete às Prefeituras de Sousa e Antenor Navarro:

a) colocar a disposição da coordenação do projeto suas equipes de assessoria de planejamento, composta de engenheiro, arquiteto, desenhista e topógrafo, além do diretor de serviços gerais e patrimônio da Prefeitura de Sousa;
b) elaborar decretos e portarias para proteção das áreas e dos bens definidos no projeto;
c) conjuntamente com o governo do estado garantir o acesso viário previsto no projeto;
d) conjuntamente com o MEC e a UFPB, construir cercas de proteção nas áreas definidas no projeto;
e) manter serviço permanente de vigilância na área do parque;
f) garantir transporte e instalação das réplicas sob a orientação do coordenador técnico do projeto.

5) Compete a Fundação:

a) colaborar com a comissão coordenadora para implantação do projeto, mediante celebração de convênios e atos próprios.

6) Deliberações complementares:

a)os aspectos de caráter científicos e técnico-artísticos serão de responsabilidade, respectivamente, do paleontólogo e do escultor do projeto,
b) os casos omissos serão decididos pelo grupo de trabalho previsto na letra c do item I.

Sousa, 27 de julho de 1987.


Tire suas conclusões. Entendo que foi a partir desse encontro que o vale criou projeção. Porém, em alguns aspectos houve avanço. Em outros, não.
_____________________________________________________________________
Obs.: O discurso de Mariz foi publicado no Diário do Congresso Nacional, Seção I, de 6 de agosto de 1987, p. 2.385 e publicado no Livro Perfis Parlamentares nº 51.

João Marcelino Mariz
advogado

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Chuva derruba segunda torre da Igreja Matriz em Sousa; veja vídeo


Vídeo feito pela Folha do Sertão



A segunda torre sul da Igreja Matriz, Nossa Senhora dos Remédios, desabou com a forte chuva que caiu no começo da noite deste domingo (24) na Cidade de Sousa. O desabamento foi presenciado pelo Padre Milton Alexandre, responsável pela Igreja. O incidente aconteceu por volta das 23hs.

Com a forte chuva de domingo, a parte de cima da Torre, não suportou a infiltração, e desmoronou. As pessoas que terminavam de participar do evento, Matriz das Artes que acontece todos os domingos na Praça da Mariz, chegaram a presenciar o acontecimento também, e ficaram chocadas, mas não houve vitimas.

O Corpo de Bombeiros, juntamente com o SAMU foram acionados, estiveram no local fazendo averiguação.

Conforme o Capitão Jean, Comandante do Corpo de Bombeiros em Sousa, ele disse que há perigo da estrutura da Torre Sul que sobrou, por ficarem muitas rachaduras, e com as contínuas chuvas que continuam caindo na Cidade, há risco de desabamento há qualquer momento.

O Padre Milton bastante abalado, falou que a 2ª Torre caiu faltando apenas cinco dias para completar 4 anos da queda da 1ª Torre que se encontra em construção com ajuda do Governo do Estado da Paraíba.


Relembre o fato da queda da 1a Torre que aconteceu no dia 29 de abril de 2007


A centenária torre direita da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, da cidade de Sousa(PB), que foi erguida a partir do ano de 1814, com traços de arquitetura barroca, por iniciativa do então vigário Luiz José Correia de Sá, desmoronou por volta da 01h10s do domingo (29abr2007), causando grande estrago na edificação.

A torre direita que abrigava o relógio e o sino da Igreja Matriz sousense, foi ao chão durante uma chuva, soterrando a pia batismal e destruindo o terraço interior, e uma importante parte do painel central do forro, pintado no século passado pelo artista pernambucano Luís Correia, em estilo clássico, com colorido exuberante, estando o painel central maior, pintado por um casal húngaro em vias de desabamento.

Logo ao tomar conhecimento, policiais militares compareceram ao local efetuando o isolamento da área lateral do templo religioso, que segundo estimativas pode ainda sofrer desmoronamento em outros pontos próximos ao sinistro. Populares aglomeravam-se durante todo o dia, consternados com o desabamento que destruiu a torre direita da majestosa Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, considerada na cidade como Patrimônio Histórico do município.



Folha do Sertão

quarta-feira, 16 de março de 2011

Próxima novela da Globo poderá ser grava em Sousa




Novela que vai suceder “Ti ti ti” poderá ter cenas gravadas no Vale dos Dinossauros.

“Morde & Assopra”, a novela que vai suceder “Ti ti ti” no horário das sete, a partir do dia 21 de março na TV Globo deverá ter cenas gravadas no Vale dos Dinossauros, em Sousa. A trama mistura o universo da paleontologia e com as inovações tecnológicas.

Uma pessoa muito influente, do meio artístico global, por nome Alexandro, conversou com o Presidente da Câmara de Vereadores de Sousa, Cacá Gadelha, para fazer uma ponte com o Prefeito Fábio Tyrone. O objeto é viabilizar a possibilidade do elenco gravar algumas cenas da Novela no Vale dos Dinossauros.

Nesta segunda-feira, o contato seria mantido entre o Alexandro, Cacá Gadelha, e o Prefeito, Fábio Tyrone para conversarem sob o assunto. Segundo informações, o prefeito sousense ficou muito interessado no projeto que poderá levar imagens do povo de Sousa numa Novela a nível Nacional, acima de tudo, mostrar o Patrimônio História da Paraíba, Vale dos Dinossauros para o Mundo.

Redação do Radar Sertanejo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Açude de São Gonçalo chega a sua capacidade máxima e é atração turística no sertao da PB





O açude de São Gonçalo no município de Sousa atingiu a sua capacidade máxima na manhã desta quinta-feira, alcançando o volume de 44.600.000 m3 de água.

Nas últimas horas o manancial que abastece as cidades de Sousa e Marizópolis acumulou cerca de 60 cm de água o que provocou uma lâmina de sangria de 1 cm, segundo informações repassadas por uma equipe do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca).

O espetáculo das águas atraiu centenas de pessoas que se dirigiram ao perímetro irrigado de São Gonçalo, 17 km da zona urbana de Sousa. Agentes do Corpo de Bombeiros e membros da Polícia Militar farão plantão nas próximas horas no local, orientando para que banhistas não se arrisquem na sangria do açude que pode aumentar nos próximos dias com mais chuvas previstas para a região.

Há cerca de duas semanas, um ex-presidiário veio a óbito nas águas do açude que chama atenção de banhistas de Sousa e toda a região. A cada inverno, casos de afogamento são registrados no perímetro irrigado e as autoridades este ano começaram o trabalho preventivo para evitar tragédias.

Segundo dados revelados pelo DNOCS, a maior sangria da história do açude de São Gonçalo foi registrada na década de 80, mais precisamente em 1985, quando o manancial chegou a uma lâmina de sangria de 1, 83 cm.

Nos últimos anos o açude chegou a sua capacidade máxima várias vezes, com destaque para o inverno de 2008, quando o reservatório transbordou em mais de um metro. O açude de São Gonçalo foi inaugurado em 1936, com presença ilustre do então presidente da República Federativa do Brasil, Getúlio Vargas.

O acumulado de chuvas na cidade de Sousa durante este ano ultrapassa a marca dos 380 mm.

Do Blog de George Wagner

Repórter do Portal UOL destaca potencial turístico da Paraíba

Os atrativos turísticos das regiões do Agreste, Brejo, Cariri e Sertão paraibanos foram pautas para as reportagens do repórter Eduardo Vessoni, do portal Uol Turismo. Durante 15 dias, o jornalista esteve no interior da Paraíba conhecendo a diversidade cultural e as riquezas naturais dessas localidades.

Eduardo Vessoni retornou à São Paulo nesta terça-feira (14), depois de cumprir um roteiro que teve início por Campina Grande, distrito de Galante, Queimadas e Ingá (Agreste). Nestes locais, o jornalista conheceu as inscrições rupestres da Pedra do Ingá e depois seguiu para o Cariri. Em Cabaceiras, Vessoni visitou o Lajedo Pai Mateus, e em Monteiro esteve com a artista popular e nacionalmente conhecida Zabé da Loca.

A caririzeira Zabé da Loca foi a revelação musical de 2009. Ela ganhou o Prêmio “Música Popular da Brasileira” aos 85 anos de idade. Tocadora de pífano, Zabé vive atualmente num assentamento, mas toda sua trajetória de vida está vinculada à “loca”, uma gruta que foi agregada ao seu nome artístico.

No Brejo, um dos destaques na opinião de Eduardo, foi o potencial histórico e cultural das cidades de Bananeiras e Areia. Em direção ao Sertão, na cidade de Sousa, o jornalista fotografou e conheceu o Vale dos Dinossauros. O roteiro do repórter terminou em João Pessoa no início desta semana.

Retorno à São Paulo – Eduardo embarcou no aeroporto Castro Pinto na última terça-feira (15), mas ainda teve a oportunidade de conhecer as praias urbanas e o Centro Histórico da Capital. Segundo o jornalista, o litoral paraibano, as belezas de João Pessoa e eventos como o Maior São João do Mundo atraem a atenção da mídia nacional. “Essas pautas irão gerar matérias que serão produzidas na sua próxima viagem à Paraíba”, prometeu.

Eduardo Vessoni disse que os encantos da Paraíba, a hospitalidade e beleza de sua gente superaram sua expectativa. “Estou encantado com a potencialidade do Estado, sobretudo, porque conhecer o interior paraibano é uma viagem à pré-história, as formações rochosas, aos engenhos de cana-de-açucar. Tem ainda o museu da história e tecnologia do algodão; personalidades como Zabé da Loca, e a hospitalidade e beleza do paraibano”, ressaltou.

A presença do jornalista na Paraíba segue a programação de divulgação do Estado na mídia espontânea, ação que está sendo implementada pelo Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), conforme tem anunciado a presidente Ruth Avelino.

Secom PB

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Imagens chocantes revelam o abandono do Vale dos Dinossauos na cidade de Sousa



O VALE DOS DINOSSAUROS ESTÁ ABANDONADO


É bastante lamentável o estado de abandono em que se encontra o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros, em Sousa-PB, contrariando a informação de que é um dos sítios paleontológicos mais importantes do mundo.

O museu está com a cobertura esburacada permitindo a penetração de águas pluviais e o reboco interno caindo (fotos). As janelas precisaram ser fechadas com pedaços de taboas e pregos para manter aparente segurança daquele espaço onde estão expostos fósseis raros da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe.

PONTES E PASSARELAS – Depois que o Complexo Turístico foi inaugurado em 1999, às instalações nunca receberam manutenção. O canal de alívio apresenta pontos com desmoronamento, enquanto pontes e passarelas recebem manutenção do pessoal de apoio que presta serviço no local, realizando remendos improvisados e sem segurança. Recentemente uma turista ao passar sobre uma das passarelas uma das taboas cedeu faltando pouco para ela fraturar a perna.

O MUSEU – Local onde é considerada a sala de visitas do sitio paleontológico, está em lamentável estado de abandono, carecendo de urgentes melhoramentos para causar boa impressão ao visitante.

O museu do Complexo Turístico Vale dos Dinossauros é pobre no aspecto de prestar informações sobre a Bacia Sedimentar do Rio do Peixe, conhecida como Vale dos Dinossauros. Os painéis atualmente expostos estão sujos e rasgados. E os expositores que contem outras informações se limitam a folhas de livros e revistas sobre a paleontologia local, feito de forma amadorística, sem se prestar a sua real finalidade – a de informar bem a turistas e estudantes.

ADMINISTRAÇÃO DO PARQUE – Até aqui a administração do parque acontece numa parceria da prefeitura com o governo do estado, através da SUDEMA . O correto será o Parque ser administrados por um comitê de administração com componentes da sociedade civil, membros de ONGs, do poder público (prefeitura e estado) e representante do Ministério Público Federal (MPF ), com um presidente e um secretário. A esse comitê caberá o gerenciamento do parque sobre todos os aspectos e decisões.

PEGADAS SUBMERSAS – Com o início do inverno mesmo com a vazão do rio acontecendo pelo canal de alívio, o represamento das águas cobriu a maioria das pegadas dos dinossauros do sitio Passagem das Pedras (fotos). Há, entretanto, outros locais fora do Parque com pegadas e inscrições rupestres que podem ser vistas em qualquer época do ano.

Na situação em que se encontra atualmente o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros, será por demais oportuno o seu fechamento temporário, até que sejam adotadas, ao menos, medidas paliativas para melhorar o aspecto físico de suas instalações. Evita-se assim que o turista leve consigo a imagem de um lugar em deplorável estado de abandono.

Luiz Carlos da Silva Gomes

Estudioso das riquezas paleontológicas do sertão e presidente dp MOVISSAURO - Movimento de Preservação do Vale dos Dinossauros - de Sousa.

Portal Progresso