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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Até que em fim: Governo do estado esta montando plano para revitalização do Vale dos Dinossauros em Sousa.


O Governo do Estado está montando plano de revitalização do Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, considerando sua importância como patrimônio cultural da humanidade.

Nesse sentido, informou que a obra está orçada em cerca de R$ 660 mil reais, compreendendo a recuperação do museu, passarelas, casa da sede e quiosques.

O Vale dos Dinossauros, localizado no sítio Passagens das Pedras, município de Sousa, merece, não apenas o reconhecimento, mas, também a dedicação da ação estatal na preservação e consolidação do sítio paleontológico, dada a sua importância para a Paraíba.

Valor específico do orçamento: R$ 659.309,85.


Repóter 97 com ASCOM da Casa Civil

sábado, 8 de outubro de 2011

Corpo de Bombeiros faz inspeção no Vale dos Dinossauros

Dando continuidade às inspeções em pontos turísticos do Estado, o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, por meio dos integrantes da 2ª Companhia, instalada em Sousa, esteve no início da tarde desta sexta-feira (7) no Vale dos Dinossauros, na cidade de Sousa. Os militares verificaram as condições das pontes, das grades de proteção e trilhas utilizadas pelos visitantes.

As inspeções estão sendo realizadas por determinação do comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Jair Carneiro de Barros, com o objetivo de garantir a segurança dos visitantes de locais turísticos da Paraíba. O trabalho foi iniciado no final do mês passado, em Guarabira, quando os bombeiros do 3º Batalhão estiveram no Santuário de Frei Damião (o local, desde a sua inauguração, em 2004, já recebeu mais de 200 mil turistas e fiéis).

Para agilizar o atendimento às ocorrências na região de Sousa, além do pessoal que fica no quartel, o Corpo de Bombeiros mantém um ponto base próximo à saída para Uiraúna. “Estamos cumprindo determinação do governador, que quer os órgãos de segurança mais próximos do povo”, disse o major Carlos Jean, comandante da ação no Vale dos Dinossauros

Assessoria de Comunicação da 1ª CRBM com Secom/PB

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Talentos da Paraíba: o entrevistado desta semana é Berg Almeida

O sousense e artista plástico Berg Almeida foi entrevistado no programa JPB 1, da Tv Paraíba, o quadro homenageia o artista plástico que tem obras espalhadas pelo sertão do Estado.

Assista ao vídeo da entrevista nessa link abaixo:

http://g1.globo.com/videos/paraiba/v/talentos-da-paraiba-o-entrevistado-desta-semana-e-berg-almeida/1632251/#/Bom

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vale dos Dinossauros è Destaque no site UOL






Siga pegadas pré-históricas no Vale dos Dinossauros em Sousa, no sertão da Paraíba


Diz a tradição local que em 1897 um velho tropeiro viajante chegou em casa com a notícia de que havia encontrado imensos rastros de bois e emas sobre pedras do sertão, no extremo oeste da Paraíba.


Os boatos correram e já se dizia que eram marcas deixadas por um lobisomem ou alguma alma que vagara por aquelas terras distantes. Mas aqueles misteriosos sinais tinham pouco de sobrenatural e eram pistas do plano terreno mesmo: pegadas de dinossauros, cuja veracidade seria confirmada pelo geólogo Luciano Jacques de Moraes, em 1924.


A história ficou submersa, literalmente, por alguns anos devido à falta de interesse local ou de estudos paleontológicos sérios até que o século seguinte fosse marcado por descobertas que colocariam o local entre os sítios paleontológicos mais importantes do planeta.


Localizado em Sousa, a 444 km de João Pessoa, a capital da Paraíba, o Vale dos Dinossauros possui 40 hectares de extensão e abriga pegadas pré-históricas sedimentadas no solo como as do iguanodonte herbívoro, um animal de 3 metros e que chegava a pesar 4 toneladas, e de ferozes carnívoros como o velociraptor ou o pterossauro.


Os nomes complexos, acompanhados de descrições detalhadas sobre o cotidiano daqueles seres dadas pelo guia, nem sempre empolgam, mas ver de perto rastros de, aproximadamente, 110 milhões de anos pode ser uma das experiências mais inusitadas do interior do Nordeste brasileiro, mesmo após uma viagem de quase seis horas por uma das regiões mais quentes daquele estado e a estrutura precária do parque que, segundo funcionários locais, deve ser melhorada com a parceria de uma empresa privada.


O local, que faz parte de uma grande área de 700 km², conta com três passarelas para observação de pegadas e de 13 placas no solo que, juntas, totalizam 130 milhões de anos de informações geológicas; um pequeno centro de visitantes com um acervo formado por peças como uma árvore fossilizada de 110 milhões de anos e recortes de pedras com outros tipos de pegadas animais.


A região parece mesmo ter talento para os temas misteriosos e abriga também um hotel tradicional cujas águas locais possuem poderes terapêuticos. Inaugurado no início da década de 40, o estabelecimento se localiza na zona rural de São João do Rio do Peixe e é conhecido pelas cinco fontes termais e pela argila medicinal utilizada em tratamentos de doenças de pele ou de beleza.


Segundo estudos feitos ainda na década de 30 do século passado, aquelas águas têm origem filoniana e atingem a superfície a partir de uma fenda geológica que seria resultado de antigas manifestações vulcânicas.


Para completar o clima histórico desse estabelecimento, cuja administração está sob os cuidados do governo paraibano desde 1964, a estância termal está construída na mesma região onde um dia funcionara a fazenda das freiras do Convento da Glória, doada por padres jesuítas e inspiração suficiente para que o hotel tivesse evidentes referências a aquele tipo de construção religiosa.


Em território tão árido e distante, o melhor programa ainda é ver rastros de dinossauros e tomar banhos em águas cujas temperaturas variam, naturalmente, entre 35o e 37o. Nem a imaginação fértil daquela gente do final do século 19 foi capaz de imaginar tantas boas e misteriosas histórias para aquelas terras.



Veja fotos no endereço:

http://viagem.uol.com.br/ultnot/2011/07/26/na-pegada-dos-dinossauros-do-sertao-do-extremo-oeste-da-paraiba.jhtm

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Descobertas micro-conchas com mais de 110 milhões de anos no Vale dos Dinossauros em Sousa

Habituado a ver rochas com suas cores características das Formações Antenor Navarro, Sousa e Piranhas, para mim foi uma novidade ver rochas de arenitos finos esbranquiçados retirados de escavações para a construção do trecho da rodovia BR-405/PB ligando São João do Rio do Peixe a Marizópolis.

Fascinado como sou em pesquisa de novos achados na área de paleontologia no Vale dos Dinossauros, tão logo vi os blocos de rochas serem depositados a margem da estrada, senti-me atraído para buscar algo que pudesse conte
r naquelas rochas muita parecidas com as da Bacia do Araripe.

O tempo passou, a estrada foi concluída e finalmente fui verificar aquelas de pe
rto. Para a minha surpresa encontrei em dois blocos de rochas distintos milhares micro-conchas bivalves (fotos). E num outro bloco isolado, uma pegada de dinossauro terópode quebrada ao meio (lamentável).

Outrora eu já havia encontrado dessas mesmas conchas no Serrote dos Letreiros, numa área bem restrita, coincidentemente, em arenito fino da formação Antenor Navarro.

Estes blocos de arenitos esbranquiçados aqui referidos estão próximos ou senão dentro da Formação Piranhas devido a sua proximidade com o Sitio Cabra Assada.

Estas ocorrências de micro-conchas bivalves, sem dúvida deverão ser preservadas para futuras pesquisas, mas, entretanto, soube de morador da localidade que os blocos de pedra estão sendo quebrados para utilização na construção civil.

Será que tem como transportar pa
ra a área do Complexo Turístico Vale dos Dinossauros as rochas que contém micro-conchas bivalves?

Permanecendo no local poderão ser destruídas igualmente aconteceu com as cercas de pedras do sitio “Cabra Assada” onde o paleontólogo Giuseppe Leonardi catalogou inúmeras pegadas de dinossauros, mas foram destruídas durante a construção da BR-405/PB.

VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:


FOLHADOSERTAO com Luiz Carlos da Silva Gomes

















quinta-feira, 16 de junho de 2011

Descobertas novas pegadas de Dinossauros em cidade Sertaneja. Veja fotos!

Embora a descoberta de novas pegadas possa ser considerada difícil na atualidade dado que todos os lugares já foram praticamente explorados no passado, ocorre, entretanto que com um pouco de sorte novas áreas podem apresentar estas ocorrências devido ao processo de erosão nas rochas cretáceas em lugares localizados nos leitos dos rios.

No sitio Araçás, por exemplo, enquanto as cheias do Rio do Peixe já ocasionaram a destruição de outras pegadas, novas camadas de rochas sedimentares vêm à luz e assim, surgem novas pegadas de dinossauros e outras ocorrências da paleontologia.


Sabemos, entretanto que as novas pegadas poderão sofrer o mesmo processo de erosão vindo a ser destruídas pela natureza. É claro que a única alternativa de salvá-las da destruição é o processo de corte das rochas onde estão impressas e posteriormente levadas para o museu. Antes, porém de ser adotada tal providencia precisa de autorização do Ministério Publico Federal e ainda, que o trabalho seja realizado por profissional especializado, terá que ser com o acompanhamento de paleontólogo.


As novas pegadas estão no sitio Araçás no município de São João do Rio do Peixe, sertão da Paraíba.


VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:



Luiz Carlos da Silva Gomes

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Marcondes Gadelha participa do prog. Bastidores da Tv Master do Pe Albeni que leu uma pergunta do telespectador do Grupo G.A.S - Grupo Amigos de Sousa

No programa Bastidores da Tv Master do último dia 5, com o entrevistado Macondes Gadelha, o padre Albeni leu uma pergunta via torpedo de um telespectador do Grupo Amigos de Sousa – www.soudoidoporsousa.blogspot.com

A Pergunta foi a seguinte:


- “ Pergunte a Marcondes se a verba pro Vale dos Dinossauros sai ou não sai.”


A resposta foi: - “A verba dos Dinossauros já saiu! Não foi aplicada infelizmente até agora!”


Veja o vídeo e tire suas conclusões: Onde está esse dinheiro? R$ 1.800.000,00 é muito dinheiro pra não saberem do paradeiro. Marcondes fez a parte dele em mandar a verba para o Governo Estadual (Secretaria de Turismo), resta apenas rastrear esse dinheiro a partir do número da Emenda. Com certeza o nosso “eterno senador” sousense irá nos mostrar o “caminho das águas” para que possamos chegar ao paradeiro final da verba pro Vale que tanto necessita de ajuda. Será que a verba se encontra ainda depositada em Banco? Terá essa verba voltada à origem por falta de algum detalhe no projeto ou simplesmente ela se “escafedeu” nos trâmites burocráticos/políticos? Com a palavra o dr. Marcondes, o Governo do Estado ou o Ministério Público Federal.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Documentário sobre o Vale dos Dinossauros participa de Mostra Internacional em São Paulo




O documentário “O Velho do Rio” que narra à história de Robson Araújo Marques na sua luta diária, no leito do Rio do Peixe, na preservação e divulgação dos rastos pré-históricos de dinossauros, foi selecionado para representar a Paraíba na I Mostra Audiovisual Internacional em Arqueologia – MAIA, promovida pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, em São Paulo.

O curta metragem de 20min tem como diretor o vídeoasta e documentarista, natural da cidade de Aparecida-PB e hoje residindo na cidade de Sousa-PB, Leonardo Alves. O documentário foi gravado no Vale dos Dinossauros em Sousa. Recentemente o filme participou do Festival ArtDeco de Cinema, também realizado na capital paulista, onde, na oportunidade, foi indicado pelo júri popular do festival ao Prêmio Incentivo a Produção Documental Brasileira.


De acordo com os organizadores, a MAIA, em sua primeira edição, acontece no contexto da II Semana de Arqueologia, realizada no mesmo período, uma importante iniciativa conjunta de alunos de pós-graduação em arqueologia da USP. A Mostra abre a tela do CINUSP à exibição de produções audiovisuais de diversas experiências em arqueologia no Mundo. As sessões serão acompanhadas por debates com a presença de arqueólogos, documentaristas, produtores audiovisuais e educadores, constituindo-se um novo canal de diálogo e troca entre experiências no universo da arqueologia, aproximando-a do publico.


Segundo o diretor Leonardo Alves, a Mostra não é competitiva, mas sim um evento aberto à difusão de produções audiovisuais relacionadas à arqueologia, em sua amplitude de estudo e atuação e é espaço extremamente importante para divulgação nosso Parque Vale dos Dinossauros para arqueólogos de várias partes do Mundo presentes ao evento.


I MAIA será realizada no período de 30 de maio de 2011 a 03 de Junho de 2011. O documentário o Velho do Rio será exibido no dia 02 de junho, ás 19hs, no CINUSP da Universidade de São Paulo.


VEJA O VÍDEO ABAIXO:

Leonardo Alves com Oberadeiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Chuvas cobrem parte de trilha de pegadas de dinossauros em Complexo Turístico na cidade de Sousa

As chuvas que caíram no sertão da Paraíba nas últimas semanas encobriram parte das pegadas de dinossauro no Complexo Turístico do Vale dos Dinossauros no município de Sousa, localizado as margens da Rodovia José de Paiva Gadelha que liga Sousa a cidade de Uiraúna.

Robson Marques, considerado o “protetor do Vale”, que trabalha há mais de trinta anos no local de forma voluntária, disse que no início do ano, águas do Rio do Peixe chegaram a cobrir totalmente a principal trilha de pegadas, mas com a construção de uma barragem o prejuízo foi minimizado.


“Na primeira enchente cobriu, mas acontece que a barragem do canal de alívio foi feita e agora não há mais problemas de erosão nas pegadas. Ainda tem uma parte que está submersa, toda vida vai ser assim, porque acaba sobrando alguma água da barragem, mas não total como era antigamente”, declarou.


Marques também revelou que conversou com o Governador Ricardo Coutinho (PSB) na sua última agenda na cidade de Sousa e o chefe do executivo comprometeu-se em melhorar as condições do patrimônio histórico de Sousa.


“Ele me falou que ira ajeitar o Vale dos Dinossauros. Espero que nosso governo a coisa ande para frente. O Dr. Walter Aguiar veio aqui e vamos enfrentar essa luta ao lado do Governador”, disse.


Robson Marques disse que o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros enfrenta sérios problemas com o descaso dos registrado nos últimos anos. Ele afirmou que as passarelas construídas para turistas estão em estado deplorável e a estrutura que cercava do vale foi destruída.


“A gente chama o IBAMA, a polícia já veio aqui, mas não tem jeito. A cerca está toda aberta, toda quebrada. Então o que ocorre estamos substituindo as tábuas por pedaços de zinco para ver se nenhum turista quebra uma perna, já evitando”, afirmou.


Marques revelou também que a administração do Vale na gestão passada recebeu uma ajuda de custo de cinco mil reais, mas pouco foi feito para melhorar a situação do Museu Paleontológico existente no local.


“Aqui não foi recuperado quase nada. Colocaram uns vidros novos, botaram alguns pedaços de tábua. Acho que foi uma verba de cinco mil reais e esse dinheiro desapareceu, ninguém sabe para onde. Colocaram pedaços de tábua para reforçar janelas, tudo por esses cinco mil reais”, lamentou.


@george_wagner

Do Blog de George Wagner

domingo, 1 de maio de 2011

Transcrição do Editorial do JPB de 27.01.2011 (Em tempo!)

É lastimável o que acontece ao Vale dos Dinossauros, nome que populariza um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo. Estivessem em algum ponto ermo da Europa ou Estados Unidos, os rastros que répteis enormes imprimiram há mais de 100 milhões de anos no leito petrificado do Rio do Peixe estariam a pleno serviço da pesquisa científica e do turismo, com suas oportunidades de emprego e renda.
Ocorre que essas pegadas jazem no sertão paraibano, onde se fazem até mais necessárias, em vista das aplicações aqui aludidas. Uma das trilhas é catalogada entre as mais extensas do planeta, sem que isso desperte as atenções daqueles pelos quais deveriam ser preservadas e dispostas ao alcance de visitantes.
Desprezar o Vale dos Dinossauros significa trair os melhores interesses de um povo pobre, sofrido e cada vez mais desesperançado tanto da competência administrativa quanto da boa fé daqueles que lhe pedem o voto, em épocas como essa que agora se aproxima.
Antes que o século 19 terminasse, já um agricultor de Sousa proclamava aos quatro ventos a descoberta de algum tipo gigantesco de ema. Por volta de 1924, a notícia chegava ao conhecimento de Luciano Jacques de Morais, um engenheiro de minas a serviço do antigo DNOCS.
Conta-se que foi dele a iniciativa de remeter moldes dessas pegadas para paleontólogos norte-americanos, todavia, sem qualquer resposta. Ainda na década de 1920, o europeu Fredricke Von Ruene confirmava a origem pré-histórica daquilo que ficava à mostra no rio, nos períodos de seca.
Contudo, a fama internacional do sítio fez-se com o paleontólogo Giuseppe Leonardi, de origem italiana. Para o desenvolvimento de suas pesquisas ele não se cansou de bancar, do próprio bolso, o custo de sucessivas viagens a Sousa. Assinale-se que teve a companhia invariável do sousense Robson Marques, uma espécie de guardião do parque. Vem a ser este último bisneto daquele que em 1897, sem medo do ridículo, chamava a atenção de todos para as "emas gigantes".
É penoso observar que as ações mais efetivas contra a perda de tão importante patrimônio decorrem, ao longo dos anos, do esforço pessoal, quase isolado, de uns poucos e admiráveis seres humanos abnegados e renitentes.
Diga-se que a providência oficial, historicamente escassa, torna-se cada vez necessária diante dos estragos que o avanço do tempo ocasiona às trilhas ainda sujeitas aos rumores do rio, que as encobre em dias de cheia. Assinale-se, ainda, que não basta culpar a Prefeitura pelo indecoroso abandono. Os governos federal e estadual são, igualmente, parceiros da mesma relapsia. Até quando?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Vale dos Dinossauros e a Carta de Sousa

A história da descoberta das pegadas de dinossauros em Sousa e região todos conhecem. Não é sobre isso que comentarei. Não é interessante reprisá-la aqui.

Tratarei sobre aspectos legais da criação do parque, e sobre a primeira reunião proveitosa para tratar do assunto. E também sobre o projeto de lei do ex-deputado Marcondes Gadelha que foi arquivado na Câmara dos Deputados.

Em 20 de dezembro de 1992, por intermédio do Decreto Estadual nº 14.833 do governo da Paraíba, o vale dos sauros na área de Sousa e região fora tombado, e consequentemente denominado como “Monumento Natural Vale dos Dinossauros”. Por esse ato normativo foi desapropriada uma área de quarenta hectares do sítio Passagens das Pedras, com o objetivo de construir-se de um canal de seiscentos e vinte e um metros para aliviar a vazão do rio do Peixe, sem alterar as características originais do rio e ecossistemas associados, a proteção de pegadas contra a ação erosiva e também represamento d`água.

Posteriormente, em 27 de dezembro de 2002 foi editado o Decreto Estadual nº 23.832 do governo da Paraíba, onde a área do vale dos dinossauros foi considerada como extensão de conservação.

Em 09 de junho de 1999, o dep. Marcondes Gadelha apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.122, criando nos municípios de Sousa e São João do Rio do Peixe, o “Parque Nacional do Vale dos Dinossauros”, cuja proposição foi arquivada em 25 de maio de 2001, nos termos do art. 58, § 4º do Regimento Interno da Câmara. O dep. Gadelha até que tentou desarquivar a propositura. Infelizmente a Mesa da Câmara Federal negou o pedido, em 23 de março de 2007, conforme publicação no Diário da Câmara dos Deputados, pág. 12754, edição de 28 de março de 2007. Então, esqueça – querido leitor - que o Vale dos Dinossauros é um parque nacional.

Por enquanto, o sítio paleontológico tem que se cuidado e preservado pelo estado da Paraíba (SUDEMA), a teor da Lei Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000, nada impedindo que existam convênios e parcerias com órgãos públicos e privados na direção da conservação e proteção do vale, uma das sete maravilhas da Paraíba.

Em 1987, o deputado Antonio Mariz fez discurso na tribuna da Câmara dos Deputados onde explicou sobre a importância do vale dos dinossauros para Sousa, e registrou além de sua participação (pessoal) na importante reunião, anunciou ao Brasil a “Carta de Sousa” que ajudou consideravelmente a consolidar o sítio paleontológico.

Veja na íntegra o que o ocorreu no então Campus VI da UFPB em 1987:


CARTA DE SOUSA

O Governo da Paraíba, a Universidade Federal da Paraíba, o Ministério da Educação, as Prefeituras de Sousa e Antenor Navarro, e a Fundação Giuseppe Leonardi de Estudos Paleontológicos, através de seus representantes, signatários deste documento, em reunião realizada no Campus VI da UFPB, no dia 27 de julho de 1987, com o objetivo de consolidar a implantação do projeto “Parque Vale dos Dinossauros”, decidiram assumir os compromissos que seguem:

1) Compete a UFPB:

a) contratar, através de concurso público, na forma regimental, um professor de Paleontologia para a coordenação científica do projeto;
b) assegurar instalações físicas e equipamentos para a sede onde funcionará a coordenação do projeto;
c) participar com dois representantes, a saber, professor Inaldo Leitão, diretor do Campus VI, e professor Vicente de Madeira, pró-reitor de pós-graduação e pesquisa do grupo de trabalho criado pelo secretário de Cultura, Esportes e Turismo do estado, e pelo reitor da Universidade Federal, para coordenação geral do projeto;
d) prestar apoio técnico para gestão dos recursos financeiros alocados pelo ministério da Educação e outros órgãos públicos;
e) celebrar termo de comodato com o CNPq para recebimento e guarda do acervo do parque.

2) Compete ao ministério da Educação:

a) participar do grupo de trabalho de que trata a letra c item l, tendo como representante Manoel Marcos Maciel Formiga, secretário-geral adjunto do MEC;
b) assegurar os recursos necessários para a implantação do primeiro e segundo módulos do projeto;
3) Compete ao governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo:
a) desapropriar as áreas indicadas no projeto;
b) participar do grupo de trabalho de que trata a letra c do item I, tendo como representantes Gean da Silva Freire, coordenador de planejamento, e Maria Aparecida Nóbrega, coordenadora de turismo;
c) encarregar-se da promoção turística do Parque;
d) conjuntamente com as prefeituras envolvidas, garantir o acesso viário de áreas indicadas no projeto.

4) Compete às Prefeituras de Sousa e Antenor Navarro:

a) colocar a disposição da coordenação do projeto suas equipes de assessoria de planejamento, composta de engenheiro, arquiteto, desenhista e topógrafo, além do diretor de serviços gerais e patrimônio da Prefeitura de Sousa;
b) elaborar decretos e portarias para proteção das áreas e dos bens definidos no projeto;
c) conjuntamente com o governo do estado garantir o acesso viário previsto no projeto;
d) conjuntamente com o MEC e a UFPB, construir cercas de proteção nas áreas definidas no projeto;
e) manter serviço permanente de vigilância na área do parque;
f) garantir transporte e instalação das réplicas sob a orientação do coordenador técnico do projeto.

5) Compete a Fundação:

a) colaborar com a comissão coordenadora para implantação do projeto, mediante celebração de convênios e atos próprios.

6) Deliberações complementares:

a)os aspectos de caráter científicos e técnico-artísticos serão de responsabilidade, respectivamente, do paleontólogo e do escultor do projeto,
b) os casos omissos serão decididos pelo grupo de trabalho previsto na letra c do item I.

Sousa, 27 de julho de 1987.


Tire suas conclusões. Entendo que foi a partir desse encontro que o vale criou projeção. Porém, em alguns aspectos houve avanço. Em outros, não.
_____________________________________________________________________
Obs.: O discurso de Mariz foi publicado no Diário do Congresso Nacional, Seção I, de 6 de agosto de 1987, p. 2.385 e publicado no Livro Perfis Parlamentares nº 51.

João Marcelino Mariz
advogado

quarta-feira, 16 de março de 2011

Próxima novela da Globo poderá ser grava em Sousa




Novela que vai suceder “Ti ti ti” poderá ter cenas gravadas no Vale dos Dinossauros.

“Morde & Assopra”, a novela que vai suceder “Ti ti ti” no horário das sete, a partir do dia 21 de março na TV Globo deverá ter cenas gravadas no Vale dos Dinossauros, em Sousa. A trama mistura o universo da paleontologia e com as inovações tecnológicas.

Uma pessoa muito influente, do meio artístico global, por nome Alexandro, conversou com o Presidente da Câmara de Vereadores de Sousa, Cacá Gadelha, para fazer uma ponte com o Prefeito Fábio Tyrone. O objeto é viabilizar a possibilidade do elenco gravar algumas cenas da Novela no Vale dos Dinossauros.

Nesta segunda-feira, o contato seria mantido entre o Alexandro, Cacá Gadelha, e o Prefeito, Fábio Tyrone para conversarem sob o assunto. Segundo informações, o prefeito sousense ficou muito interessado no projeto que poderá levar imagens do povo de Sousa numa Novela a nível Nacional, acima de tudo, mostrar o Patrimônio História da Paraíba, Vale dos Dinossauros para o Mundo.

Redação do Radar Sertanejo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Repórter do Portal UOL destaca potencial turístico da Paraíba

Os atrativos turísticos das regiões do Agreste, Brejo, Cariri e Sertão paraibanos foram pautas para as reportagens do repórter Eduardo Vessoni, do portal Uol Turismo. Durante 15 dias, o jornalista esteve no interior da Paraíba conhecendo a diversidade cultural e as riquezas naturais dessas localidades.

Eduardo Vessoni retornou à São Paulo nesta terça-feira (14), depois de cumprir um roteiro que teve início por Campina Grande, distrito de Galante, Queimadas e Ingá (Agreste). Nestes locais, o jornalista conheceu as inscrições rupestres da Pedra do Ingá e depois seguiu para o Cariri. Em Cabaceiras, Vessoni visitou o Lajedo Pai Mateus, e em Monteiro esteve com a artista popular e nacionalmente conhecida Zabé da Loca.

A caririzeira Zabé da Loca foi a revelação musical de 2009. Ela ganhou o Prêmio “Música Popular da Brasileira” aos 85 anos de idade. Tocadora de pífano, Zabé vive atualmente num assentamento, mas toda sua trajetória de vida está vinculada à “loca”, uma gruta que foi agregada ao seu nome artístico.

No Brejo, um dos destaques na opinião de Eduardo, foi o potencial histórico e cultural das cidades de Bananeiras e Areia. Em direção ao Sertão, na cidade de Sousa, o jornalista fotografou e conheceu o Vale dos Dinossauros. O roteiro do repórter terminou em João Pessoa no início desta semana.

Retorno à São Paulo – Eduardo embarcou no aeroporto Castro Pinto na última terça-feira (15), mas ainda teve a oportunidade de conhecer as praias urbanas e o Centro Histórico da Capital. Segundo o jornalista, o litoral paraibano, as belezas de João Pessoa e eventos como o Maior São João do Mundo atraem a atenção da mídia nacional. “Essas pautas irão gerar matérias que serão produzidas na sua próxima viagem à Paraíba”, prometeu.

Eduardo Vessoni disse que os encantos da Paraíba, a hospitalidade e beleza de sua gente superaram sua expectativa. “Estou encantado com a potencialidade do Estado, sobretudo, porque conhecer o interior paraibano é uma viagem à pré-história, as formações rochosas, aos engenhos de cana-de-açucar. Tem ainda o museu da história e tecnologia do algodão; personalidades como Zabé da Loca, e a hospitalidade e beleza do paraibano”, ressaltou.

A presença do jornalista na Paraíba segue a programação de divulgação do Estado na mídia espontânea, ação que está sendo implementada pelo Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), conforme tem anunciado a presidente Ruth Avelino.

Secom PB

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Imagens chocantes revelam o abandono do Vale dos Dinossauos na cidade de Sousa



O VALE DOS DINOSSAUROS ESTÁ ABANDONADO


É bastante lamentável o estado de abandono em que se encontra o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros, em Sousa-PB, contrariando a informação de que é um dos sítios paleontológicos mais importantes do mundo.

O museu está com a cobertura esburacada permitindo a penetração de águas pluviais e o reboco interno caindo (fotos). As janelas precisaram ser fechadas com pedaços de taboas e pregos para manter aparente segurança daquele espaço onde estão expostos fósseis raros da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe.

PONTES E PASSARELAS – Depois que o Complexo Turístico foi inaugurado em 1999, às instalações nunca receberam manutenção. O canal de alívio apresenta pontos com desmoronamento, enquanto pontes e passarelas recebem manutenção do pessoal de apoio que presta serviço no local, realizando remendos improvisados e sem segurança. Recentemente uma turista ao passar sobre uma das passarelas uma das taboas cedeu faltando pouco para ela fraturar a perna.

O MUSEU – Local onde é considerada a sala de visitas do sitio paleontológico, está em lamentável estado de abandono, carecendo de urgentes melhoramentos para causar boa impressão ao visitante.

O museu do Complexo Turístico Vale dos Dinossauros é pobre no aspecto de prestar informações sobre a Bacia Sedimentar do Rio do Peixe, conhecida como Vale dos Dinossauros. Os painéis atualmente expostos estão sujos e rasgados. E os expositores que contem outras informações se limitam a folhas de livros e revistas sobre a paleontologia local, feito de forma amadorística, sem se prestar a sua real finalidade – a de informar bem a turistas e estudantes.

ADMINISTRAÇÃO DO PARQUE – Até aqui a administração do parque acontece numa parceria da prefeitura com o governo do estado, através da SUDEMA . O correto será o Parque ser administrados por um comitê de administração com componentes da sociedade civil, membros de ONGs, do poder público (prefeitura e estado) e representante do Ministério Público Federal (MPF ), com um presidente e um secretário. A esse comitê caberá o gerenciamento do parque sobre todos os aspectos e decisões.

PEGADAS SUBMERSAS – Com o início do inverno mesmo com a vazão do rio acontecendo pelo canal de alívio, o represamento das águas cobriu a maioria das pegadas dos dinossauros do sitio Passagem das Pedras (fotos). Há, entretanto, outros locais fora do Parque com pegadas e inscrições rupestres que podem ser vistas em qualquer época do ano.

Na situação em que se encontra atualmente o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros, será por demais oportuno o seu fechamento temporário, até que sejam adotadas, ao menos, medidas paliativas para melhorar o aspecto físico de suas instalações. Evita-se assim que o turista leve consigo a imagem de um lugar em deplorável estado de abandono.

Luiz Carlos da Silva Gomes

Estudioso das riquezas paleontológicas do sertão e presidente dp MOVISSAURO - Movimento de Preservação do Vale dos Dinossauros - de Sousa.

Portal Progresso

O vale abandonado

Em rápida e despretensiosa viagem ao sertão do estado, resolvi passar por um dos locais turísticos mais visitados e/ou comentados da Paraíba: O Vale dos Dinossauros, localizado na bacia do Rio do Peixe no município de Sousa.

Estava ali um visitante cheio de expectativas porque ao longo dos anos foi ele também responsável, de certa forma, pela propagação e legitimação ufanista do local como referencia de preservação dos sítios arqueológicos e paleontológicos. Agora na condição não apenas de um turista momentâneo, mas acima de tudo, de um jornalista incondicional, esperei encontrar por lá aquele aconchegante e atraente local de preservação da memória histórico/cultural da região sertaneja, mas frustrando todas as minhas expectativas me deparei com um espaço quase completamente abandonado.

A imagem transnacionalizada e vendida para o mundo de um ambiente perfeito, ideal para o turismo rural, não estava mais lá se é que um dia esteve. O mundo real é bem diferente daquele espaço midiatizado. O concreto decepcionando o abstrato em função de um verdadeiro descaso por parte de órgãos públicos (Estaduais, Municipais e Federais) que inicialmente apostam no potencial turístico como saída para regiões atrasadas e depois a submetem ao esquecimento.

O Vale dos Dinossauros está entregue ao poderio devastador das traças e dos cupins. Eles corroem os quadros expostos, a madeira do teto, as bases de sustentação de painéis etc. Nas paredes, rachaduras; nos documentos expostos, mofo; do telhado evidenciado por um buraco feito no forro, sinais de infiltração. O vale está morrendo. Dia após dia o local é condenado ao mesmo fim dos animais pré-históricos.

É esta a primeira impressão que temos ao chegar ao Vale. Nem a placa de sinalização e identificação exporta na entrada escapou. Agora ela fica a um canto de parede dentro da sede do parque, já um telefone público (orelhão) que existia na entrada também não suportou a ação de vândalos: teve a fiação roubada e portando está inativo.

Andando pelas trilhas mais surpresas. As poucas réplicas dos animais pré-históricos que habitaram a região há cerca de cento e dez milhões de anos (período cretáceo) estão praticamente destruídas. Dos quatro exemplares existentes restam apenas dois. O “guardião” do parque, um sujeito de barba grande e grisalha chamado de Robson Marques ainda nos fez uma declaração preocupante, segundo ele pesquisadores a serviço de uma Universidade Paraibana estiveram lá e levaram uma rocha com amostras de pegadas de dinossauros. O "Velho do Rio" disse que não sabe pra que o objeto foi levado nem se o material arqueológico ainda vai ser trazido de volta.

Não gostaria de voltar ao Monumento Estadual do Vale dos Dinossauros e encontrar novamente tudo o que vi por lá. Compartilho esta preocupação em forma de desabafo por compreender que o turista e o turismo em si devem ser respeitados. A Paraíba tem nos últimos anos, através de seus gestores, implementado em seus programas de governo um discurso favorável ao turismo e isso precisa ser respeitado.

Jurani Clementino
Paraíba Online

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Petrobrás assina convênio para revitalização do Vale dos Dinossauros




A Petrobras e o Governo do Estado da Paraíba, através da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) ssinam nesta terça-feira (26), às 11h, no Palácio da Redenção, contrato de patrocínio do projeto de Revitalização do Monumento Natural Vale dos Dinossauros.

O objetivo do projeto é proteger e recuperar as instalações físicas, as réplicas dos dinossauros, as máquinas, equipamentos e utensílios, além de possibilitar ações como a confecção de material educativo para orientar a prática de pesquisa cultural e científica na região.

Data: 26/10
Horário: 11h
Local: Palácio da Redenção

Secom-PB

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aventura Selvagem - Richard veio à Paraíba investigar rastros de dinossauros

Nesta última sexta-feira, 29 de agosto, o Aventura Selvagem fez uma viagem no tempo.

Richard Rasmussen saiu em busca dos rastros deixados pelos dinossauros há milhões de anos. Pegadas cravadas nas rochas do município de Sousa, na Paraíba, podem ser desses gigantes jurássicos.

O apresentador começa fazendo analogia dos dinossauros com alguns bichos da região.



Será que há uma herança genética entre eles? Por exemplo, o gavião, com suas garras poderosas, ataca a presa como um velocirraptor. As iguanas que até fisicamente lembram os antigos habitantes do planeta: cores, corpo, dentes, pele e atitudes.

O que mais impressiona são os flagrantes da vida animal exibidos no programa. Um gavião ataca sua presa diante das lentes do cinegrafista. O mesmo acontece com uma coruja, que vê um camundongo a mais de 50 metros de distância à noite e consegue capturá-lo.

A aventura segue com cenas incríveis, nunca vistas na televisão brasileira.

E também, uma batalha pela sobrevivência entre duas serpentes: mussurana e cascavel, presa e predadora. Quem será que venceu? A luta de titãs remete aos tempos dos grandes animais pré-históricos.

Exclusivo: Rastros de engenhos mecânicos em rochas no vale dos Dinossauros são mistérios inexplicáveis do passado



A região oeste da Paraíba se notabilizou pelo sugestivo nome de Vale dos Dinossauros, mas não são apenas os rastros desses répteis do passado que intrigam a imaginação dos visitantes. Aqui também estão presentes marcas produzidos por engenhos mecânicos no mesmo tipo de rocha onde estão gravadas as pegadas dos dinossauros e outras ocorrências da paleontologia, a
exemplo dos icnofósseis.

Ora, se toda a formação geológica das Bacias do Rio do Peixe data do Cretáceo Inferior - 120 milhões de anos -, como explicar a existência nestas rochas de marcas produzidas por engenhos mecânicos? São intrigantes sem dúvida e mexem com a nossa imaginação, fazendo parte dos mistérios inexplicáveis do passado a exemplo de inúmeras ocorrências mundo afora.

“Eram os Deuses Astronautas?”



O rio ou o lago do Cretáceo Inferior acabara de esvaziar suas águas e a lama já endurecia quando esses equipamentos passaram imprimindo rastros que se preservaram através dos tempos. Estas rochas são de origem fluvial da Formação Geológica da Bacia do Rio do Peixe.

Nas rochas os rastros mecânicos gravados apresentam depressões, sulcos e gretas que eram impossíveis de ficarem assim se a pedra já se encontrasse em estado sólido como está agora.

Os rastros mecânicos destas imagens são no município de Sousa onde abrange uma área superior a 30 quilômetros quadrados, mas também existe em Santa Helena e Triunfo, sertão da Paraíba.

Sem dúvida é uma atração à parte no Vale dos Dinossauros, podendo ser explorado pelo turismo ufológico que vem crescendo atualmente no Brasil.


Luiz Carlos da Silva Gomes
Presidente da Movissauro


Fotos: Site: http://www.folhadosertao.com.br/2009/

sábado, 21 de agosto de 2010

“Por que não privatizar o vale dos Dinossauros?”




Luiz Carlos da Silva Gomes

Há alguns anos se alguém me apresentasse esta sugestão de privatizar o Vale dos Dinossauros eu seria radicalmente contra. Mas eu que conheço de perto a real situação de abandono em que se encontra essa relíquia da paleontologia, vejo-me obrigado a sugerir a sua privatização.

É preferível que seja administrado pela iniciativa privada do que ficar aos cuidados da prefeitura, governo do estado e órgãos federais que cuidam dessa área a se constatar que as pegadas dos dinossauros que foram gravadas há 120 milhões de anos atrás na lama úmida e moldável do Cretáceo Inferior, já tenha virado pó em alguns sítios. Nem as pegadas do sitio Passagem das Pedras estão excluídas dessa presente ameaça.

Numa publicação recente da maior autoridade científica no Vale dos Dinossauros
- PB, o paleontólogo Giuseppe Leonardi com o título “STUDI TRENTINI DI SCIENZE NATURALI – ACTA GEOLOGIA” que pesquisou no sertão da Paraíba de 1975 a 1988, e, depois esporadicamente quando vinha a Sousa, nessa publicação escreveu que já havia catalogado mais de 400 pegadas isoladas de dinossauros, destas cerca de 200 no sitio Piau, zona rural de Sousa-Pb.

O ABANDONO DO VALE DOS DINOSSAUROS

Quem visitar hoje o sítio Piau talvez não consiga localizar 30 pegadas de dinossauros. O estrago provocado pelas cheias do Rio do Peixe nos últimos invernos de altas precipitações pluviométricas provocou acelerado processo de erosão nas rochasmcretáceas onde as pegadas estavam gravadas.

Mesmo fora do leito de rios, riachos e córregos, as pegadas sofreram igual processo de destruição pelas águas pluviais / erosão.

Isto aconteceu porque nunca foram construídas barreiras para evitar o movimento de cascalhos sobre as lajes com pegadas, pois a areia e o cascalhos em movimento pelas águas de chuvas funcionam como lixas sobre essas lajes onde as pegadas estavam e ainda (resistem) estão impressas.

Dizem que o Vale dos Dinossauros é um dos sítios paleontológicos mais importantes do mundo. Nem parece tal o abandono ao qual está relegado pelas autoridades governamentais conforme reza a Constituição Federal.

Vale destacar que de todos os sítios, catalogados por G. Leonardi as pegadas que existiam superficialmente já foram parcialmente apagadas. São eles: Cabra Assada / Curral Velho / Mãe d’Água / Paraíso / Aroeira / Pocinhos / Riacho do Cazé/ Zoador/ Barragem de Domício / Juazeirinho / Pedregulho / Zoador / Rio Novo / Caboge e Sagüim / Engenho Novo / Matadouro, este último na periferia de Sousa, perfazendo 17 sítios.

PASSAGEM DAS PEDRAS – REMENDOS NAS LAJES COM PEGADAS.

“Vim de São Paulo só para visitar o Vale dos Dinossauros e encontrei este lixo”
(opinião de um turista depois do que visitou o museu temático).

A atual situação do Monumento Natural Vale dos Dinossauros é caótica.

O museu está entregue às moscas. Seria melhor que as autoridades que administram o parque diante da incapacidade de apresentar aos turistas um museu de qualidade compatível com a fama mundial do Vale dos Dinossauros, o fechassem alegando que estava em reformas.

Já as pontes que foram construídas há mais de dez anos, talvez nunca tenham recebido manutenção. A maior que está sobre o rio chega a balançar perigosamente quando caminham sobre ela.

O museu e as pontes são equipamentos recuperáveis, mas as pegadas dos dinossauros, essas não, uma vez destruídas, jamais serão recuperadas.

Quem olhar atentamente verificará que existem remendos na rocha sedimentar feitos à cal/ areia/cimento e pedras em diversos pontos.

Diversas reuniões já aconteceram evocando a recuperação do Vale dos Dinossauros.
Na última que me lembro participou uma constelação de estudiosos vinculados a diversos organismos, mas concretamente até aqui muito pouco foi feito visando à preservação dos registros paleontológicos no sertão da Paraíba.

Diante de tão calamitosa situação em que se encontra o Vale dos Dinossauros, crê- se que a melhor alternativa será a de entregar a administração do Parque, a iniciativa privada, por comodato e exigências contratuais específicas, próprias para aquela área de preservação ambiental.


Luiz Carlos da Silva Gomes
Funcionário Aposentado do BNB
Presidente/Movissauro (Momento do Vale dos Dinossauros)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

“O Velho do Rio”: filme sobre Robson Marques será lançado dia 24




Os amantes e admiradores da sétima arte no sertão paraibano estão ansiosos para conferir a chegada de mais uma produção audiovisual sertaneja, trata-se do Velho do Rio, documentário do aparecidense Leonardo Alves que tem data de estréia marcada para o dia 24 de julho a partir das 20:00 no auditório da UFCG Campus de Sousa.

O novo vídeo de Leonardo conta a história de amor e dedicação do poeta, cronista e escritor sousense Robson Marques ao Vale dos Dinossauros e conseqüentemente ao Rio do Peixe, o que lhe dá a cognominação de “Velho do Rio”

O o curta metragem de 20min foi gravado no final do ano passado e editado recentemente com apoio do Fundo de Incentivo a Cultura Augusto dos Anjos do Governo do Estado da Paraíba.

A ficha técnica do vídeo tem nomes de peso no audiovisual paraibano a exemplo de João Carlos Beltrão responsável pela direção de fotografia e Lúcio César responsável pela edição e montagem. A trilha sonora é assinada pelo músico sousense Espedito Lopes e a produção executiva é de J. França. Toda essa equipe foi arregimentada por Leonardo Alves, para acompanhar o cotidiano de Robson Marques recheado de poesia, sentimentos e pertencimento ao Vale e ao Rio.

Além de Robson, o curta trás depoimentos emocionantes da sua esposa dona Creusa e de suas duas filhas, Renata e Roberta, que não escondem uma pitada de ciúme da quase exclusiva dedicação de Robson ao Vale dos Dinossauros.

O Diretor

Leonardo Alves é natural de Aparecida, formado em letras pela UFCG, produtor cultural e radialista titular do programa Bom dia Sertão da 104 FM de Sousa. É membro da Acauã Produções Culturais, ONG cultural da cidade de Aparecida, onde iniciou a sua ligação e dedicação ao mundo das artes e da cultura.

Estreou no audiovisual em 2005 como assistente de direção do vídeo-documentário Memória Bendita de Laercio Filho. Em 2006 foi selecionado para o programa Revelando os Brasis do Ministério da Cultura e dirigiu o vídeo Manoel Inácio e a Música do Começo do Mundo. Em 2007 e 2008, fez curso de cinema na cidade de Fortaleza – CE e assistência de direção para o vídeo O Apóstolo do Sertão de Laercio Filho. Agora lança o seu segundo vídeo O Velho do Rio e coordena, atualmente, o curso de cinema e vídeo – a invenção do cinema – do primitivo ao digital, realizado na cidade de Aparecida, com patrocínio do Programa BNB de Cultura.

A Produtora

O Velho do Rio é mais uma produção audiovisual da Acauã Produções Culturais, ONG da cidade de Aparecida – PB, que há dezenove anos realiza uma intensa produção cultural no sertão paraibano indo desde o teatro, a música até o audiovisual. a Acauã é responsável pelos Pontos de Cultura Casa da Cultura Antonio Nóbrega e Caminhos de Acauã e pelo Núcleo de Audiovisual João Carlos Beltrão que já produziu cinco curtas-metragens e agora prepara a I Mostra Acauã do Audiovisual Paraibano para o final deste mês na Fazenda Acauã.

Ascom