
O Governo do Estado está montando plano de revitalização do Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, considerando sua importância como patrimônio cultural da humanidade.
Repóter 97 com ASCOM da Casa Civil


Diz a tradição local que em 1897 um velho tropeiro viajante chegou em casa com a notícia de que havia encontrado imensos rastros de bois e emas sobre pedras do sertão, no extremo oeste da Paraíba.
A história ficou submersa, literalmente, por alguns anos devido à falta de interesse local ou de estudos paleontológicos sérios até que o século seguinte fosse marcado por descobertas que colocariam o local entre os sítios paleontológicos mais importantes do planeta.
Localizado em Sousa, a 444 km de João Pessoa, a capital da Paraíba, o Vale dos Dinossauros possui 40 hectares de extensão e abriga pegadas pré-históricas sedimentadas no solo como as do iguanodonte herbívoro, um animal de 3 metros e que chegava a pesar 4 toneladas, e de ferozes carnívoros como o velociraptor ou o pterossauro.
Os nomes complexos, acompanhados de descrições detalhadas sobre o cotidiano daqueles seres dadas pelo guia, nem sempre empolgam, mas ver de perto rastros de, aproximadamente, 110 milhões de anos pode ser uma das experiências mais inusitadas do interior do Nordeste brasileiro, mesmo após uma viagem de quase seis horas por uma das regiões mais quentes daquele estado e a estrutura precária do parque que, segundo funcionários locais, deve ser melhorada com a parceria de uma empresa privada.
O local, que faz parte de uma grande área de 700 km², conta com três passarelas para observação de pegadas e de 13 placas no solo que, juntas, totalizam 130 milhões de anos de informações geológicas; um pequeno centro de visitantes com um acervo formado por peças como uma árvore fossilizada de 110 milhões de anos e recortes de pedras com outros tipos de pegadas animais.
A região parece mesmo ter talento para os temas misteriosos e abriga também um hotel tradicional cujas águas locais possuem poderes terapêuticos. Inaugurado no início da década de 40, o estabelecimento se localiza na zona rural de São João do Rio do Peixe e é conhecido pelas cinco fontes termais e pela argila medicinal utilizada em tratamentos de doenças de pele ou de beleza.
Segundo estudos feitos ainda na década de 30 do século passado, aquelas águas têm origem filoniana e atingem a superfície a partir de uma fenda geológica que seria resultado de antigas manifestações vulcânicas.
Para completar o clima histórico desse estabelecimento, cuja administração está sob os cuidados do governo paraibano desde 1964, a estância termal está construída na mesma região onde um dia funcionara a fazenda das freiras do Convento da Glória, doada por padres jesuítas e inspiração suficiente para que o hotel tivesse evidentes referências a aquele tipo de construção religiosa.
Em território tão árido e distante, o melhor programa ainda é ver rastros de dinossauros e tomar banhos em águas cujas temperaturas variam, naturalmente, entre 35o e 37o. Nem a imaginação fértil daquela gente do final do século 19 foi capaz de imaginar tantas boas e misteriosas histórias para aquelas terras.
Habituado a ver rochas com suas cores características das Formações Antenor Navarro, Sousa e Piranhas, para mim foi uma novidade ver rochas de arenitos finos esbranquiçados retirados de escavações para a construção do trecho da rodovia BR-405/PB ligando São João do Rio do Peixe a Marizópolis.VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:
No sitio Araçás, por exemplo, enquanto as cheias do Rio do Peixe já ocasionaram a destruição de outras pegadas, novas camadas de rochas sedimentares vêm à luz e assim, surgem novas pegadas de dinossauros e outras ocorrências da paleontologia.
Sabemos, entretanto que as novas pegadas poderão sofrer o mesmo processo de erosão vindo a ser destruídas pela natureza. É claro que a única alternativa de salvá-las da destruição é o processo de corte das rochas onde estão impressas e posteriormente levadas para o museu. Antes, porém de ser adotada tal providencia precisa de autorização do Ministério Publico Federal e ainda, que o trabalho seja realizado por profissional especializado, terá que ser com o acompanhamento de paleontólogo.
As novas pegadas estão no sitio Araçás no município de São João do Rio do Peixe, sertão da Paraíba.
VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:
No programa Bastidores da Tv Master do último dia 5, com o entrevistado Macondes Gadelha, o padre Albeni leu uma pergunta via torpedo de um telespectador do Grupo Amigos de Sousa – www.soudoidoporsousa.blogspot.comA Pergunta foi a seguinte:
- “ Pergunte a Marcondes se a verba pro Vale dos Dinossauros sai ou não sai.”
A resposta foi: - “A verba dos Dinossauros já saiu! Não foi aplicada infelizmente até agora!”
Veja o vídeo e tire suas conclusões: Onde está esse dinheiro? R$ 1.800.000,00 é muito dinheiro pra não saberem do paradeiro. Marcondes fez a parte dele em mandar a verba para o Governo Estadual (Secretaria de Turismo), resta apenas rastrear esse dinheiro a partir do número da Emenda. Com certeza o nosso “eterno senador” sousense irá nos mostrar o “caminho das águas” para que possamos chegar ao paradeiro final da verba pro Vale que tanto necessita de ajuda. Será que a verba se encontra ainda depositada em Banco? Terá essa verba voltada à origem por falta de algum detalhe no projeto ou simplesmente ela se “escafedeu” nos trâmites burocráticos/políticos? Com a palavra o dr. Marcondes, o Governo do Estado ou o Ministério Público Federal.

O curta metragem de 20min tem como diretor o vídeoasta e documentarista, natural da cidade de Aparecida-PB e hoje residindo na cidade de Sousa-PB, Leonardo Alves. O documentário foi gravado no Vale dos Dinossauros em Sousa. Recentemente o filme participou do Festival ArtDeco de Cinema, também realizado na capital paulista, onde, na oportunidade, foi indicado pelo júri popular do festival ao Prêmio Incentivo a Produção Documental Brasileira.
De acordo com os organizadores, a MAIA, em sua primeira edição, acontece no contexto da II Semana de Arqueologia, realizada no mesmo período, uma importante iniciativa conjunta de alunos de pós-graduação em arqueologia da USP. A Mostra abre a tela do CINUSP à exibição de produções audiovisuais de diversas experiências em arqueologia no Mundo. As sessões serão acompanhadas por debates com a presença de arqueólogos, documentaristas, produtores audiovisuais e educadores, constituindo-se um novo canal de diálogo e troca entre experiências no universo da arqueologia, aproximando-a do publico.
Segundo o diretor Leonardo Alves, a Mostra não é competitiva, mas sim um evento aberto à difusão de produções audiovisuais relacionadas à arqueologia, em sua amplitude de estudo e atuação e é espaço extremamente importante para divulgação nosso Parque Vale dos Dinossauros para arqueólogos de várias partes do Mundo presentes ao evento.
I MAIA será realizada no período de 30 de maio de 2011 a 03 de Junho de 2011. O documentário o Velho do Rio será exibido no dia 02 de junho, ás 19hs, no CINUSP da Universidade de São Paulo.
VEJA O VÍDEO ABAIXO:
Leonardo Alves com Oberadeiro
As chuvas que caíram no sertão da Paraíba nas últimas semanas encobriram parte das pegadas de dinossauro no Complexo Turístico do Vale dos Dinossauros no município de Sousa, localizado as margens da Rodovia José de Paiva Gadelha que liga Sousa a cidade de Uiraúna.Robson Marques, considerado o “protetor do Vale”, que trabalha há mais de trinta anos no local de forma voluntária, disse que no início do ano, águas do Rio do Peixe chegaram a cobrir totalmente a principal trilha de pegadas, mas com a construção de uma barragem o prejuízo foi minimizado.
“Na primeira enchente cobriu, mas acontece que a barragem do canal de alívio foi feita e agora não há mais problemas de erosão nas pegadas. Ainda tem uma parte que está submersa, toda vida vai ser assim, porque acaba sobrando alguma água da barragem, mas não total como era antigamente”, declarou.
Marques também revelou que conversou com o Governador Ricardo Coutinho (PSB) na sua última agenda na cidade de Sousa e o chefe do executivo comprometeu-se em melhorar as condições do patrimônio histórico de Sousa.
“Ele me falou que ira ajeitar o Vale dos Dinossauros. Espero que nosso governo a coisa ande para frente. O Dr. Walter Aguiar veio aqui e vamos enfrentar essa luta ao lado do Governador”, disse.
Robson Marques disse que o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros enfrenta sérios problemas com o descaso dos registrado nos últimos anos. Ele afirmou que as passarelas construídas para turistas estão em estado deplorável e a estrutura que cercava do vale foi destruída.
“A gente chama o IBAMA, a polícia já veio aqui, mas não tem jeito. A cerca está toda aberta, toda quebrada. Então o que ocorre estamos substituindo as tábuas por pedaços de zinco para ver se nenhum turista quebra uma perna, já evitando”, afirmou.
Marques revelou também que a administração do Vale na gestão passada recebeu uma ajuda de custo de cinco mil reais, mas pouco foi feito para melhorar a situação do Museu Paleontológico existente no local.
“Aqui não foi recuperado quase nada. Colocaram uns vidros novos, botaram alguns pedaços de tábua. Acho que foi uma verba de cinco mil reais e esse dinheiro desapareceu, ninguém sabe para onde. Colocaram pedaços de tábua para reforçar janelas, tudo por esses cinco mil reais”, lamentou.
@george_wagner
Do Blog de George Wagner







