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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Até que em fim: Governo do estado esta montando plano para revitalização do Vale dos Dinossauros em Sousa.


O Governo do Estado está montando plano de revitalização do Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, considerando sua importância como patrimônio cultural da humanidade.

Nesse sentido, informou que a obra está orçada em cerca de R$ 660 mil reais, compreendendo a recuperação do museu, passarelas, casa da sede e quiosques.

O Vale dos Dinossauros, localizado no sítio Passagens das Pedras, município de Sousa, merece, não apenas o reconhecimento, mas, também a dedicação da ação estatal na preservação e consolidação do sítio paleontológico, dada a sua importância para a Paraíba.

Valor específico do orçamento: R$ 659.309,85.


Repóter 97 com ASCOM da Casa Civil

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Documentário sobre o Vale dos Dinossauros participa de Mostra Internacional em São Paulo




O documentário “O Velho do Rio” que narra à história de Robson Araújo Marques na sua luta diária, no leito do Rio do Peixe, na preservação e divulgação dos rastos pré-históricos de dinossauros, foi selecionado para representar a Paraíba na I Mostra Audiovisual Internacional em Arqueologia – MAIA, promovida pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, em São Paulo.

O curta metragem de 20min tem como diretor o vídeoasta e documentarista, natural da cidade de Aparecida-PB e hoje residindo na cidade de Sousa-PB, Leonardo Alves. O documentário foi gravado no Vale dos Dinossauros em Sousa. Recentemente o filme participou do Festival ArtDeco de Cinema, também realizado na capital paulista, onde, na oportunidade, foi indicado pelo júri popular do festival ao Prêmio Incentivo a Produção Documental Brasileira.


De acordo com os organizadores, a MAIA, em sua primeira edição, acontece no contexto da II Semana de Arqueologia, realizada no mesmo período, uma importante iniciativa conjunta de alunos de pós-graduação em arqueologia da USP. A Mostra abre a tela do CINUSP à exibição de produções audiovisuais de diversas experiências em arqueologia no Mundo. As sessões serão acompanhadas por debates com a presença de arqueólogos, documentaristas, produtores audiovisuais e educadores, constituindo-se um novo canal de diálogo e troca entre experiências no universo da arqueologia, aproximando-a do publico.


Segundo o diretor Leonardo Alves, a Mostra não é competitiva, mas sim um evento aberto à difusão de produções audiovisuais relacionadas à arqueologia, em sua amplitude de estudo e atuação e é espaço extremamente importante para divulgação nosso Parque Vale dos Dinossauros para arqueólogos de várias partes do Mundo presentes ao evento.


I MAIA será realizada no período de 30 de maio de 2011 a 03 de Junho de 2011. O documentário o Velho do Rio será exibido no dia 02 de junho, ás 19hs, no CINUSP da Universidade de São Paulo.


VEJA O VÍDEO ABAIXO:

Leonardo Alves com Oberadeiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Chuvas cobrem parte de trilha de pegadas de dinossauros em Complexo Turístico na cidade de Sousa

As chuvas que caíram no sertão da Paraíba nas últimas semanas encobriram parte das pegadas de dinossauro no Complexo Turístico do Vale dos Dinossauros no município de Sousa, localizado as margens da Rodovia José de Paiva Gadelha que liga Sousa a cidade de Uiraúna.

Robson Marques, considerado o “protetor do Vale”, que trabalha há mais de trinta anos no local de forma voluntária, disse que no início do ano, águas do Rio do Peixe chegaram a cobrir totalmente a principal trilha de pegadas, mas com a construção de uma barragem o prejuízo foi minimizado.


“Na primeira enchente cobriu, mas acontece que a barragem do canal de alívio foi feita e agora não há mais problemas de erosão nas pegadas. Ainda tem uma parte que está submersa, toda vida vai ser assim, porque acaba sobrando alguma água da barragem, mas não total como era antigamente”, declarou.


Marques também revelou que conversou com o Governador Ricardo Coutinho (PSB) na sua última agenda na cidade de Sousa e o chefe do executivo comprometeu-se em melhorar as condições do patrimônio histórico de Sousa.


“Ele me falou que ira ajeitar o Vale dos Dinossauros. Espero que nosso governo a coisa ande para frente. O Dr. Walter Aguiar veio aqui e vamos enfrentar essa luta ao lado do Governador”, disse.


Robson Marques disse que o Complexo Turístico Vale dos Dinossauros enfrenta sérios problemas com o descaso dos registrado nos últimos anos. Ele afirmou que as passarelas construídas para turistas estão em estado deplorável e a estrutura que cercava do vale foi destruída.


“A gente chama o IBAMA, a polícia já veio aqui, mas não tem jeito. A cerca está toda aberta, toda quebrada. Então o que ocorre estamos substituindo as tábuas por pedaços de zinco para ver se nenhum turista quebra uma perna, já evitando”, afirmou.


Marques revelou também que a administração do Vale na gestão passada recebeu uma ajuda de custo de cinco mil reais, mas pouco foi feito para melhorar a situação do Museu Paleontológico existente no local.


“Aqui não foi recuperado quase nada. Colocaram uns vidros novos, botaram alguns pedaços de tábua. Acho que foi uma verba de cinco mil reais e esse dinheiro desapareceu, ninguém sabe para onde. Colocaram pedaços de tábua para reforçar janelas, tudo por esses cinco mil reais”, lamentou.


@george_wagner

Do Blog de George Wagner

domingo, 1 de maio de 2011

Transcrição do Editorial do JPB de 27.01.2011 (Em tempo!)

É lastimável o que acontece ao Vale dos Dinossauros, nome que populariza um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo. Estivessem em algum ponto ermo da Europa ou Estados Unidos, os rastros que répteis enormes imprimiram há mais de 100 milhões de anos no leito petrificado do Rio do Peixe estariam a pleno serviço da pesquisa científica e do turismo, com suas oportunidades de emprego e renda.
Ocorre que essas pegadas jazem no sertão paraibano, onde se fazem até mais necessárias, em vista das aplicações aqui aludidas. Uma das trilhas é catalogada entre as mais extensas do planeta, sem que isso desperte as atenções daqueles pelos quais deveriam ser preservadas e dispostas ao alcance de visitantes.
Desprezar o Vale dos Dinossauros significa trair os melhores interesses de um povo pobre, sofrido e cada vez mais desesperançado tanto da competência administrativa quanto da boa fé daqueles que lhe pedem o voto, em épocas como essa que agora se aproxima.
Antes que o século 19 terminasse, já um agricultor de Sousa proclamava aos quatro ventos a descoberta de algum tipo gigantesco de ema. Por volta de 1924, a notícia chegava ao conhecimento de Luciano Jacques de Morais, um engenheiro de minas a serviço do antigo DNOCS.
Conta-se que foi dele a iniciativa de remeter moldes dessas pegadas para paleontólogos norte-americanos, todavia, sem qualquer resposta. Ainda na década de 1920, o europeu Fredricke Von Ruene confirmava a origem pré-histórica daquilo que ficava à mostra no rio, nos períodos de seca.
Contudo, a fama internacional do sítio fez-se com o paleontólogo Giuseppe Leonardi, de origem italiana. Para o desenvolvimento de suas pesquisas ele não se cansou de bancar, do próprio bolso, o custo de sucessivas viagens a Sousa. Assinale-se que teve a companhia invariável do sousense Robson Marques, uma espécie de guardião do parque. Vem a ser este último bisneto daquele que em 1897, sem medo do ridículo, chamava a atenção de todos para as "emas gigantes".
É penoso observar que as ações mais efetivas contra a perda de tão importante patrimônio decorrem, ao longo dos anos, do esforço pessoal, quase isolado, de uns poucos e admiráveis seres humanos abnegados e renitentes.
Diga-se que a providência oficial, historicamente escassa, torna-se cada vez necessária diante dos estragos que o avanço do tempo ocasiona às trilhas ainda sujeitas aos rumores do rio, que as encobre em dias de cheia. Assinale-se, ainda, que não basta culpar a Prefeitura pelo indecoroso abandono. Os governos federal e estadual são, igualmente, parceiros da mesma relapsia. Até quando?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Chuva derruba segunda torre da Igreja Matriz em Sousa; veja vídeo


Vídeo feito pela Folha do Sertão



A segunda torre sul da Igreja Matriz, Nossa Senhora dos Remédios, desabou com a forte chuva que caiu no começo da noite deste domingo (24) na Cidade de Sousa. O desabamento foi presenciado pelo Padre Milton Alexandre, responsável pela Igreja. O incidente aconteceu por volta das 23hs.

Com a forte chuva de domingo, a parte de cima da Torre, não suportou a infiltração, e desmoronou. As pessoas que terminavam de participar do evento, Matriz das Artes que acontece todos os domingos na Praça da Mariz, chegaram a presenciar o acontecimento também, e ficaram chocadas, mas não houve vitimas.

O Corpo de Bombeiros, juntamente com o SAMU foram acionados, estiveram no local fazendo averiguação.

Conforme o Capitão Jean, Comandante do Corpo de Bombeiros em Sousa, ele disse que há perigo da estrutura da Torre Sul que sobrou, por ficarem muitas rachaduras, e com as contínuas chuvas que continuam caindo na Cidade, há risco de desabamento há qualquer momento.

O Padre Milton bastante abalado, falou que a 2ª Torre caiu faltando apenas cinco dias para completar 4 anos da queda da 1ª Torre que se encontra em construção com ajuda do Governo do Estado da Paraíba.


Relembre o fato da queda da 1a Torre que aconteceu no dia 29 de abril de 2007


A centenária torre direita da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, da cidade de Sousa(PB), que foi erguida a partir do ano de 1814, com traços de arquitetura barroca, por iniciativa do então vigário Luiz José Correia de Sá, desmoronou por volta da 01h10s do domingo (29abr2007), causando grande estrago na edificação.

A torre direita que abrigava o relógio e o sino da Igreja Matriz sousense, foi ao chão durante uma chuva, soterrando a pia batismal e destruindo o terraço interior, e uma importante parte do painel central do forro, pintado no século passado pelo artista pernambucano Luís Correia, em estilo clássico, com colorido exuberante, estando o painel central maior, pintado por um casal húngaro em vias de desabamento.

Logo ao tomar conhecimento, policiais militares compareceram ao local efetuando o isolamento da área lateral do templo religioso, que segundo estimativas pode ainda sofrer desmoronamento em outros pontos próximos ao sinistro. Populares aglomeravam-se durante todo o dia, consternados com o desabamento que destruiu a torre direita da majestosa Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, considerada na cidade como Patrimônio Histórico do município.



Folha do Sertão