quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Geoparque Vale dos Dinossauros



RASTROS FOSSILIZADOS

O Vale dos Dinossauros localizado no sertão da Paraíba é reconhecimento mundialmente como um dos sítios paleontológicos mais importantes do mundo pela diversidade de pegadas existente. Umas com 40 centímetros de dentro a dentro. Outras até maior que estas, com mais de um metro de diâmetro a exemplo de um rastro deixado por um saurópode cujo contramolde em gesso foi enviado para o Museu Nacional do Rio de Janeiro, elaborado pelo paleobotânico Antônio Álamo, da URCA – Crato – CE.
Atualmente é tombado por decreto estadual como Monumento Natural Vale dos Dinossauros.

SINAIS DA PRESENÇA DO HOMEM PRÉ-HISTÓRICO

No Vale dos Dinossauros também podem ser encontrados vestígios da presença do homem pré-histórico sejam através de pinturas e incisões rupestres, ou até de covas de sepultamento em diversos sítios na Bacia do Rio do Peixe, a saber: Serra Branca (Vieirópolis), Boi Preto, Riacho da Taba e Serrote dos Letreiros (Sousa), Jenipapeiro (São Francisco), Vaquejador (S.J. Rio do Peixe), Capoeiras (Triunfo), Boa Esperança (Lastro)

GEOPARQUE

Com a construção do Museu de Paleontologia em Sousa através de emenda do Deputado Federal Marcondes Gadelha, torna-se oportuno reivindicar ações visando à criação do GEOPARQUE VALE DOS DINOSSAUROS.
O Vale dos Dinossauros não é apenas um sítio natural, mas sim natural e cultural, com pegadas de dinossauros e vestígios deixados pelo homem pré-histórico sejam através de pinturas e incisões rupestres gravadas nas rochas e cavernas, assim como covas de sepultamento na área geográfica da Bacia do Rio do Peixe.

O QUE É UM GEOPARQUE

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), um geoparque é uma região com limites bem definidos e que envolve sítios do patrimônio geológico e paleontológico de especial importância científica, de raridade ou beleza e também aqueles de valor arqueológico, ecológico, histórico ou cultural. Um geoparque deve preservar o patrimônio geológico para futuras gerações, ensinar temas relativos às paisagens geológicas e matérias ambientais ao grande público e assegurar o desenvolvimento sustentável.
Com uma área de 10 mil quilômetros quadrados, um terço de todos os pterosauros (répteis alados) descritos no planeta e mais de 20 ordens diferentes de insetos fossilizados, com idades estimadas entre 70 e 120 milhões de anos, a Chapada do Araripe é o primeiro geoparque do Brasil e do hemisfério sul a ser incluído na rede mundial de geoparques da UNESCO.
A legislação brasileira permite que o Estado e os municípios criem geoparques. Agora se espera que um tema dessa magnitude possa sensibilizar a classe política interessada no desenvolvimento dos municípios inseridos na Bacia do Rio do Peixe, região esta conhecida por Vale dos Dinossauros.

P/ Luiz Carlos da Silva Gomes
Fonte site: folhadosertao.com.br

3 comentários:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...




    "As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado




    O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.



    O CRIME DE LESA HUMANIDADE


    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



    AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


    A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.


    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



    A COMISSÃO DA VERDADE


    A SOS DIREITOS HUMANOS deseja apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.



    Paz e Solidariedade,



    Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br

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  2. SERÁ POSSÍVEL ABRIR ESPAÇO NESTE BLOG PARA QUE EU POSSA COLOCAR MATÉRIAS ALUSIVAS AO TEMA "VALE DOS DINOSSAUROS"?

    LUIZ CARLOS

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  3. Claro, Luis!
    Mande as matérias para o e-mail
    soudoidoporsousa@gmaol.com
    Já estamos publicando suas matérias, copiadas de outros blogs.
    Obg. pelo contato e não esqueci de lhe fazer uma visita aí em Sousa.

    Otavio

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