
O Governo do Estado está montando plano de revitalização do Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, considerando sua importância como patrimônio cultural da humanidade.
Repóter 97 com ASCOM da Casa Civil


Na sessão realizada na tarde de ontem sexta-feira (07/10) na Câmara de Vereadores de Sousa foram discutidas as possibilidades turísticas do município, e como fazer a cidade avançar se utilizando de suas reservas naturais.
O Prefeito de Sousa Fábio Tyrone destacou a potencialidade turística que Sousa dispõe.
“A cidade tem o Vale dos Dinossauros, o Perímetro irrigado de São Gonçalo, que com a “Rodovia da Produção”, poderá ganhar hotéis fazendas, para atender aos turistas”. Declarou.
O Prefeito ainda lembrou que a cidade conta hoje com uma rede hoteleira e de restaurantes que não fica atrás de outros lugares que sabem explorar melhor o turismo.
“Outras cidades sabem melhor explorar e divulgar suas potencialidades turísticas. Nós ainda temos muito para avançar, e precisamos estar unidos, poder público e sociedade, para trazermos os turistas para Sousa, não só para conhecer o nosso vale, mas também para ficarem aqui e aproveitar todas as coisas boas que temos a oferecer”. Ressaltou.
Um outro problema também discutido foi a situação que o Vale dos Dinossauros se encontra atualmente, com sérios problemas de infraestrutura, danos causados às pegadas pré-históricas pelas chuvas, e a falta de investimentos na recuperação do parque e que também foram abordados na seção.
O Vale dos Dinossauros é administrado pela SUDEMA, que anunciou um investimento emergencial de cerca de R$ 700 mil reais até o final do ano, e início do próximo.
Fonte: Portal950

No passado o paleontólogo Giuseppe Leonardi catalogou inúmeras pegadas de dinossauros que existiam em cercas de pedra no sitio Cabra Assada, no município de São João do Rio do Peixe. Com a construção da BR-405/PB essas cercas foram totalmente destruídas porque estavam no leito da nova rodovia.

Diz a tradição local que em 1897 um velho tropeiro viajante chegou em casa com a notícia de que havia encontrado imensos rastros de bois e emas sobre pedras do sertão, no extremo oeste da Paraíba.
A história ficou submersa, literalmente, por alguns anos devido à falta de interesse local ou de estudos paleontológicos sérios até que o século seguinte fosse marcado por descobertas que colocariam o local entre os sítios paleontológicos mais importantes do planeta.
Localizado em Sousa, a 444 km de João Pessoa, a capital da Paraíba, o Vale dos Dinossauros possui 40 hectares de extensão e abriga pegadas pré-históricas sedimentadas no solo como as do iguanodonte herbívoro, um animal de 3 metros e que chegava a pesar 4 toneladas, e de ferozes carnívoros como o velociraptor ou o pterossauro.
Os nomes complexos, acompanhados de descrições detalhadas sobre o cotidiano daqueles seres dadas pelo guia, nem sempre empolgam, mas ver de perto rastros de, aproximadamente, 110 milhões de anos pode ser uma das experiências mais inusitadas do interior do Nordeste brasileiro, mesmo após uma viagem de quase seis horas por uma das regiões mais quentes daquele estado e a estrutura precária do parque que, segundo funcionários locais, deve ser melhorada com a parceria de uma empresa privada.
O local, que faz parte de uma grande área de 700 km², conta com três passarelas para observação de pegadas e de 13 placas no solo que, juntas, totalizam 130 milhões de anos de informações geológicas; um pequeno centro de visitantes com um acervo formado por peças como uma árvore fossilizada de 110 milhões de anos e recortes de pedras com outros tipos de pegadas animais.
A região parece mesmo ter talento para os temas misteriosos e abriga também um hotel tradicional cujas águas locais possuem poderes terapêuticos. Inaugurado no início da década de 40, o estabelecimento se localiza na zona rural de São João do Rio do Peixe e é conhecido pelas cinco fontes termais e pela argila medicinal utilizada em tratamentos de doenças de pele ou de beleza.
Segundo estudos feitos ainda na década de 30 do século passado, aquelas águas têm origem filoniana e atingem a superfície a partir de uma fenda geológica que seria resultado de antigas manifestações vulcânicas.
Para completar o clima histórico desse estabelecimento, cuja administração está sob os cuidados do governo paraibano desde 1964, a estância termal está construída na mesma região onde um dia funcionara a fazenda das freiras do Convento da Glória, doada por padres jesuítas e inspiração suficiente para que o hotel tivesse evidentes referências a aquele tipo de construção religiosa.
Em território tão árido e distante, o melhor programa ainda é ver rastros de dinossauros e tomar banhos em águas cujas temperaturas variam, naturalmente, entre 35o e 37o. Nem a imaginação fértil daquela gente do final do século 19 foi capaz de imaginar tantas boas e misteriosas histórias para aquelas terras.
Os dinossauros trocarão Hollywood pelo Museu de História Natural de Los Angeles (NHM), a partir do próximo sábado (16), com a inauguração de uma das maiores exposições do mundo sobre esses animais pré-históricos. Veja mais em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/942371-dinossauros-estrelam-exposicao-no-museu-de-historia-natural-de-los-angeles.shtml
Habituado a ver rochas com suas cores características das Formações Antenor Navarro, Sousa e Piranhas, para mim foi uma novidade ver rochas de arenitos finos esbranquiçados retirados de escavações para a construção do trecho da rodovia BR-405/PB ligando São João do Rio do Peixe a Marizópolis.VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:
No sitio Araçás, por exemplo, enquanto as cheias do Rio do Peixe já ocasionaram a destruição de outras pegadas, novas camadas de rochas sedimentares vêm à luz e assim, surgem novas pegadas de dinossauros e outras ocorrências da paleontologia.
Sabemos, entretanto que as novas pegadas poderão sofrer o mesmo processo de erosão vindo a ser destruídas pela natureza. É claro que a única alternativa de salvá-las da destruição é o processo de corte das rochas onde estão impressas e posteriormente levadas para o museu. Antes, porém de ser adotada tal providencia precisa de autorização do Ministério Publico Federal e ainda, que o trabalho seja realizado por profissional especializado, terá que ser com o acompanhamento de paleontólogo.
As novas pegadas estão no sitio Araçás no município de São João do Rio do Peixe, sertão da Paraíba.
VEJA MAIS IMAGENS ABAIXO:

No programa Bastidores da Tv Master do último dia 5, com o entrevistado Macondes Gadelha, o padre Albeni leu uma pergunta via torpedo de um telespectador do Grupo Amigos de Sousa – www.soudoidoporsousa.blogspot.comA Pergunta foi a seguinte:
- “ Pergunte a Marcondes se a verba pro Vale dos Dinossauros sai ou não sai.”
A resposta foi: - “A verba dos Dinossauros já saiu! Não foi aplicada infelizmente até agora!”
Veja o vídeo e tire suas conclusões: Onde está esse dinheiro? R$ 1.800.000,00 é muito dinheiro pra não saberem do paradeiro. Marcondes fez a parte dele em mandar a verba para o Governo Estadual (Secretaria de Turismo), resta apenas rastrear esse dinheiro a partir do número da Emenda. Com certeza o nosso “eterno senador” sousense irá nos mostrar o “caminho das águas” para que possamos chegar ao paradeiro final da verba pro Vale que tanto necessita de ajuda. Será que a verba se encontra ainda depositada em Banco? Terá essa verba voltada à origem por falta de algum detalhe no projeto ou simplesmente ela se “escafedeu” nos trâmites burocráticos/políticos? Com a palavra o dr. Marcondes, o Governo do Estado ou o Ministério Público Federal.
O nosso Vale dos Dinossauros que poderia – e ainda deverá ser – um grande gerador de emprego e rendas para os diversos segmentos da economia sousense tem recebido até aqui pouca ou nenhuma atenção a altura de suas necessidades enquanto santuário da paleontologia brasileira. Ora são pegadas que se desmancham pela erosão, ora sob estradas que passam sobre pegadas.
Enfim, onde estão as políticas de preservação dos nossos sítios arqueológicos?
Aliando-se a esse descaso, gerenciamento sem os conhecimentos mínimos necessários tem contribuído para chegar ao caos em que se encontra a nossa principal atração turística.
Espera-se, que após a aplicação dos valores que já foram anunciados oriundos de emenda do deputado federal Marcondes Gadelha e da Petrobrás, possa enfim, serem construídas as obras estruturais destinadas ao ecoturismo satisfazendo-se ainda todas as carências atualmente existentes.
Além das pegadas dos dinossauros, existem no sertão da Paraíba diversos sítios arqueológicos com evidencias da presença humana há milhares de anos antes da chegada da Cabral.
Na Serra Branca (Vieirópolis-Pb) o arqueólogo Eugenio Pacelli fez uma datação com o Carbono 14 de fogueira em uma caverna com pinturas rupestres datada de 7.600 anos atrás.
Adicionalmente, um Geoparque deve servir à popularização das geociências, educação ambiental e cultural e promoção da pesquisa científica. “Por fim, cabe destacar que essas são as premissas para um proposto Geoparque submeter-se à candidatura de Geopark da UNESCO”.
O Vale dos Dinossauros ainda será sem dúvida, uma das maiores atrações turísticas do Brasil, paralelamente servindo a pesquisa arqueológica.
Luiz Carlos da Silva Gomes
Presidente da MoviSauro
Fonte: site http://folhadosertao.com.br/